quarta-feira, 1 de novembro de 2017

Desacerto governamental


Já são praticamente três anos de gestão governamental, que se pode dizer de desacerto e fracasso numa pré-avaliação do governo Robinson Faria (PSD) no Rio Grande do Norte. Iguala-se, como exemplo, ao governo fluminense de Pezão.

Entalado com a crise financeira que não consegue digerir, o governo se aproxima de seu último ano, cada vez pior.  O governador Robinson Faria tem levado o funcionalismo estadual ao desespero com atrasos cada vez maiores de salários.

Como se não bastassem os atrasos de pagamento, os salários permanecem congelados com perdas anuais pela falta de atualização, assim como ter de arcar com multas e juros por não conseguir pagar compromissos financeiros assumidos em cartões de crédito, cheque especial e contas.  

A ladainha é a mesma. Tudo é consequência da recessão econômica e de problemas que se arrastam de outras gestões de antecessores. Pode até ser, mas há sinais evidentes de um governo inábil, acuado e sem iniciativas para driblar a crise.

Ora, diz o ditado popular do tempo de meus avós: "Quem não pode com o pote, não pega na rudilha". Para quem não sabe, a rodilha é um pano ou almofada em círculo que se coloca na cabeça para acomodar o peso que se carrega. Exemplo: um pote com água, comum no Nordeste.

O maior compromisso do governador Robinson Faria em campanha foi com a segurança pública. Pois bem, o Rio Grande do Norte teve a segunda maior taxa de homicídios do Brasil em 2016, com 1.976 mortes violentas, de acordo com o Anuário da Segurança Pública.

Não será novidade se em 2017, o RN assumir o primeiro lugar, uma vez que a escalada da violência permanece no Estado, com mais de 2.000 mortes antes de completar o final do ano.

Na saúde é outra calamidade, com hospitais piores do que no passado, sem resposta satisfatória as demandas da população. A culpa é sempre do antecessor e nada se resolve. Ora bolas! Se era para assim se justificar, então, para que veio?

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