segunda-feira, 13 de novembro de 2017

A realidade dos juros brasileiros

Bem festejada pelo governo Michel Temer e entusiastas da política econômica atual, a taxa básica Selic, do Banco Central, permanece sem surtir efeitos nos cartões de crédito e cheque especial.

Essa realidade é sentida por quem está hoje pendurado em uma dessas alternativas de consumo mencionadas acima. Cadê, então, os juros baixos, as taxas civilizadas? Que nada, enganação!

É isso mesmo. A taxa que anda aí na casa de 7,50% ao ano, e já esteve o dobro disso, realmente baixou, mas não de forma que aliviasse a população brasileira em relação ao consumo.

Aliás, sobre a questão do juro, a jornalista de economia Lillian Witte Fibe, que escreve para o site da revista Veja, disse outro dia, que é falso dizer que os juros estão caindo. Sabe por quê?

Nem mesmo a taxa Selic do BC caiu em termos verdadeiramente real, mas nominalmente. Faz sentido seu raciocínio, basta acompanhar o que ela disse e o mercado esconde.

De janeiro a setembro de 2017, a inflação foi de 1,42%, e a Selic também acumulada nos noves meses do ano, de 8%. Qual é a conclusão? Juro real de 6,5%.

Como então o juro real está caindo se está bem acima da inflação baixa comemorada? "Foi a inflação que despencou, e o mérito não é da equipe econômica", disse Lillian Witte Fibe.

Não foi mérito da equipe porque "Os preços caíram por causa da recessão e, principalmente, por causa da conjuntura internacional".

"O juro real do Brasil é o terceiro maior do mundo. Só perde para a Turquia e para a Rússia", finalizou assim Witte Fibe.

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