sexta-feira, 27 de outubro de 2017

Um país fragmentado

O Brasil marcha para as eleições de 2018 sem acertar o passo. Salvo se surgir um candidato ou candidata carismático até lá que consiga unir a nação em torno de um consenso nacional. O pleito do ano que se avizinha ainda é uma incógnita para o futuro do país.

Pelo que se vê atualmente, o governo Michel Temer se mantém impopularíssimo, andando de um lado e o povo de outro, a Câmara Federal está rachada meio a meio, ministros do  STF (Supremo Tribunal Federal) idem, a mídia nacional diverge em seus posicionamentos.

Nessa geleia geral pra que lado vamos mesmo? Seguir em frente com um governo impopular, que enfia medidas goela abaixo da população, apoiado por deputados comprados, suspeitos e investigados, não leva a lugar nenhum. Muito menos ao desenvolvimento desejado.

A rigor, o Brasil permanece em crise econômica braba, com endividamento grave do governo e déficit recordista; municípios e Estados em situação pré-falimentar, com dificuldades financeiras recorrentes, embora se diga que o pior já passou.

Como passou se existem mais de 13 milhões de desempregados? Só não existe mais desemprego porque a ocupação informal, aquela sem carteira assinada e nenhum direito, na verdade, o subemprego, está sendo âncora de salvação.

A inadimplência ainda atormenta a vida de brasileiros e brasileiras nos quatro cantos do país, aliada à perda de renda das famílias, enquanto o governo favorece mais aos ricos.

A crise política, por sua vez, não passou nem vai passar com a nação fragmentada. "Se unidos já somos fracos, desunidos não somos nada", – expressão cravada pelo então governador Cortez Pereira em relação ao seu Estado, o Rio Grande do Norte, que ecoa até hoje, e serve para o Brasil atual.

Caminhamos, portanto, sem rumo certo, sem porto seguro. Até quando? – eis a questão crucial que não quer calar.

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