segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Liberação do FGTS

Está nos planos do governo Michel Temer (PMDB) liberar dinheiro para o consumo neste fim de ano. Depois de despertar a ira da classe trabalhadora com a reforma trabalhista, o governo  tenta de alguma forma amenizar a reação, mas com foco sobretudo na melhoria da economia. Uma medida provisória autorizaria o uso de 10% do saldo do trabalhador no FGTS para pagar empréstimo consignado, até mesmo em caso de dispensa do empregado por justa causa, assim como nas demissões por acordo entre patrão e empregado, diz O Globo, edição de sábado, 27 de outubro. Se isso é bom? Sei não... pois representantes do Conselho Curador temem que tal medida cause uma sangria nos recursos do FGTS – Fundo de Garantia por Tempo de Serviço. Também pretende reduzir a idade novamente, agora para 55 anos, de quem vai sacar o PIS/Pasep. Só isso injetaria na economia R$ 14 bilhões.

sexta-feira, 27 de outubro de 2017

Um país fragmentado

O Brasil marcha para as eleições de 2018 sem acertar o passo. Salvo se surgir um candidato ou candidata carismático até lá que consiga unir a nação em torno de um consenso nacional. O pleito do ano que se avizinha ainda é uma incógnita para o futuro do país.

Pelo que se vê atualmente, o governo Michel Temer se mantém impopularíssimo, andando de um lado e o povo de outro, a Câmara Federal está rachada meio a meio, ministros do  STF (Supremo Tribunal Federal) idem, a mídia nacional diverge em seus posicionamentos.

Nessa geleia geral pra que lado vamos mesmo? Seguir em frente com um governo impopular, que enfia medidas goela abaixo da população, apoiado por deputados comprados, suspeitos e investigados, não leva a lugar nenhum. Muito menos ao desenvolvimento desejado.

A rigor, o Brasil permanece em crise econômica braba, com endividamento grave do governo e déficit recordista; municípios e Estados em situação pré-falimentar, com dificuldades financeiras recorrentes, embora se diga que o pior já passou.

Como passou se existem mais de 13 milhões de desempregados? Só não existe mais desemprego porque a ocupação informal, aquela sem carteira assinada e nenhum direito, na verdade, o subemprego, está sendo âncora de salvação.

A inadimplência ainda atormenta a vida de brasileiros e brasileiras nos quatro cantos do país, aliada à perda de renda das famílias, enquanto o governo favorece mais aos ricos.

A crise política, por sua vez, não passou nem vai passar com a nação fragmentada. "Se unidos já somos fracos, desunidos não somos nada", – expressão cravada pelo então governador Cortez Pereira em relação ao seu Estado, o Rio Grande do Norte, que ecoa até hoje, e serve para o Brasil atual.

Caminhamos, portanto, sem rumo certo, sem porto seguro. Até quando? – eis a questão crucial que não quer calar.

quarta-feira, 25 de outubro de 2017

Inadimplentes sofrem com ansiedade

Está aí uma pesquisa do SPC Brasil nos dizendo que, "quando devemos e não podemos pagar nossas contas, não é apenas a vida  financeira que saí prejudicada". Isso é claro para todo mundo, pois a saúde do corpo e da mente também fica comprometida.

Isso porque tal situação potencializa uma série de problemas que se acumulam e afetam todas as esferas da vida de uma pessoa. A não ser, evidentemente, que o devedor seja um caloteiro contumaz.

Pois bem um levantamento nacional realizado pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e a CNDL – Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas constatou esse comportamento nos devedores destes tempos difíceis.

A pesquisa revela que o número de inadimplentes que passaram a se sentir mais ansiosos, após contraírem a dívida, cresceu nove pontos percentuais em relação ao ano passado. Passou de 60% para 69%, e assumiu a liderança no ranking de sentimentos que a má situação financeira mais desperta.

Na sequência sobressaem os sentimentos de insegurança (65%), estresse (64% com alta de seis pontos percentuais ante 2016), angústia (61%), desânimo (58%), sentimento de culpa (57%) e baixa autoestima (56%).

O levantamento ainda constatou que mais da metade dos inadimplentes (51%) sente-se envergonhada perante a família e amigos por se encontrarem nessa situação.

Na verdade, as dívidas deixam 52% dos inadimplentes mais facilmente irritados, e 46% passaram a ter menos vontade de se sociabilizar depois das contas atrasadas, segundo a pesquisa.

Moral da história: então, a cara de pau dos que dizem, francamente, que "devo, não nego; pago, quando puder" não é para todo mundo.

segunda-feira, 23 de outubro de 2017

AJUSTE A batata quente nas mãos do vice

O governador Robinson Faria (PSD/RN) saiu de fininho para uma viagem internacional, e deixou a batata quente, digamos assim, nas mãos do vice Fábio Dantas (PCdoB/RN).

Traduzindo, Robinson entregou ao vice-governador Fábio o anúncio do ajuste fiscal, constituído de medidas impopulares, para ser apresentado pelo seu companheiro de má gestão governamental.

Aliás, é muito maldade política do governador com seu vice, que para não se desgastar mais perante a opinião pública, sempre repassa para Fábio Dantas (que é deputado) o fardo mais pesado.

"Muy amigo", na expressão da palavra mais certa, esse governador Robinson Faria. Usa o vice para lhe salvar a pele da missão mais pesada do governo, evitando arriscar seu próprio pescoço.

É para isso que o vice assume um tempinho o governo, enquanto o titular passeia numa viagem pela Europa? A bem da verdade, com tamanha crise, o certo era o governador ter feito o contrário. Ter mandado o vice lhe representar lá fora e ficar aqui cuidando dos graves problemas do governo.

Com essa raposice, na verdade, Robinson evita correr o risco de seu vice romper politicamente, como ele rompeu com a sua companheira e antecessora, a então governadora Rosalba Ciarlini, divergindo dela para conquistar o governo, ao prometer ao eleitorado "mundos e fundos".

Mas voltemos ao tal "pacote" fiscal que é o que interessa aqui. Pois bem, o conjunto de medidas prevê, entre outras, aumento escalonado da alíquota previdenciária dos servidores do Estado – coitados! – já com salários em atraso, congelados e achatados, acumulando perdas do poder aquisitivo.

Também  impõe um teto salarial para servidores estaduais, além de permissão para o Poder Executivo editar medidas provisórias. Enfim, tentativa de igualar todos por baixo, sem mais nem menos.

Francamente, espera-se pelo menos dessa vez, um posicionamento digno dos deputados a favor da sociedade potiguar, a mais esse pleito do governo Robinson Faria, que nada fez para merecer credibilidade.

sexta-feira, 20 de outubro de 2017

SALÁRIOS Atraso no pagamento do Estado

Na minha volta a Natal, depois de uns dias em viagem, tomei conhecimento que o pagamento dos servidores do Rio Grande do Norte atrasa cada vez mais, sem dia certo para receber.

Hoje já é dia 20 de outubro, faltando praticamente dez dias para terminar o mês, mas a folha de setembro ainda não foi paga, apenas iniciada para uma faixa salarial dos que ganham até R$ 2.000.

A situação é crítica. O governador em exercício, o vice Fábio Dantas, diz pelo portal G1RN que, sem a liberação do empréstimo de R$ 698 milhões, o governo do RN não tem recursos para pagar salários.

Não é que o dinheiro do empréstimo destine-se diretamente para pagar salários, porque não pode. Mas facilitaria ao governo retirar de outra fonte para pagar apenas 2017.

Mesmo com empréstimo aprovado pelos deputados da Assembleia Legislativa do Estado, a pretexto de botar ordem nas finanças, o governo Robinson Faria não consegue acertar o passo. O desequilíbrio entre receitas e despesas domina e deve continuar em 2018.

Afinal de contas o que estará acontecendo neste Estado? Será que a crise só reflete no governo do Rio Grande do Norte? Por que outros Estados conseguem driblar a crise financeira, menos o RN?

Estive no Ceará e por lá o governo cearense está se vangloriando da solidez fiscal que atrai mais investimentos para os cearenses.

Enquanto aqui no Rio Grande do Norte nada se consegue melhorar pelo menos desde o início do governo Robinson Faria que marcha para fechar o terceiro ano de mandato e iniciar o último.

Nada do prometido na campanha passada foi cumprido até aqui. Quem nada fez em três anos, difícil é acreditar que fará três em um último ano. Estamos às portas de 2018, ano eleitoral.

Pelo andar da carruagem está mais propenso a prever que o governo Faria (que não fez) terminará os quatro anos com zero à esquerda.

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

SAÚDE Desassistidos e entregues à sorte

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FOCO NORDESTE

É incrível que a saúde pública no Brasil e, particularmente, aqui em Natal, capital do Rio Grande do Norte, tenha chegado a esse nível de desassistência e desespero. A notícia nos diz que "Sem transplante de medula há um ano, 20 crianças morreram à espera de tratamento", do portal G1RN.

O pior está lá como resposta a esse drama para quem busca assistência na saúde pública potiguar: a Secretaria de Estado, responsável pela pasta, diz que não existe prazo para retomar a oferta. Santo Deus, que tempos estamos vivendo com a falência do poder público.

Mas o que mais deixa indignado os que testemunham essa tragédia infantil no Estado é a falta de uma perspectiva que traga alento à crise, enquanto políticos correm atrás de malas e caixas de dinheiro, tramam o jogo sujo às escondidas e negociam por aí seus interesses próprios.

O Rio Grande do Norte está há cerca de um ano sem realizar transplante de medula óssea,  que levou a óbito 20 crianças nesse período. Esperavam um tratamento para doenças como leucemia, que o governo do Estado e as autoridades deste país se mostraram incapazes de dar a assistência.

Agora, coloque-se qualquer um de nós em tal situação, sem ter para onde apelar mais, por falta de recursos, a não ser para seu direito constitucional e dever do Estado? Políticos de todos os matizes merecem uma resposta dura no pleito de 2018.

As urnas devem dizer claramente, que eles (ou elas) são eleitos para fazer cumprir a Constituição e trabalhar, acima de tudo, pelo bem comum e não para se locupletarem, ou realizar apenas ações populistas como forma de se reeleger na próxima eleição.

Mais lamentável é que, muitos desses pacientes infantis ainda se agarravam a um fio de esperança, pois já dispunham de doadores de medula. No entanto, o Estado falhou e não fez a sua parte.

Triste o drama dessas famílias potiguares!

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

ENERGIA Conta de luz aumenta

Publicado também
por FOCO NORDESTE

Péssima notícia. Com falta de chuvas, preço de energia pode disparar, diz o site do Globo. É que a partir agora de outubro, consumidores brasileiros de energia vão ter de arcar com uma tarifa mais cara, passando da bandeira tarifária amarela, em setembro, para a vermelha, segundo patamar. Isso quer dizer acréscimo de R$ 3,50 por cada 100 kWh (kilowatts hora). A a bandeira amarela, nível 1, corresponde a R$ 2,00 pelo mesmo kWh. Portanto, vamos a pagar as luzes, gente! Antes que venha aí os indesejáveis apagões do passado. Esta vai ser a primeira vez que o segundo nível da bandeira vermelha é acionado no país. E aí, com combustíveis aumentando, energia elétrica também, como fica a inflação? Não venham me dizer em declínio novamente.

Frustração tributária

Acredite se quiser, mas a reforma tributária ainda está entre as reformas do presidente Michel Temer, que talvez não consiga aprovar nenh...

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