quarta-feira, 31 de maio de 2017

Desemprego persiste


Apesar do ligeiro ensaio de que a economia brasileira começa a reagir, o IBGE nesta quarta-feira (31) jogou um balde de água fria nesse otimismo. O número de desempregados no país já ultrapassa os 14 milhões de brasileiros e brasileiras no trimestre encerrado em abril, conforme divulgou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Esse número é maior 1,1 milhão do que o trimestre encerrado em janeiro. Se o desemprego persiste, é claro que como consequência a recessão também permanece. Com a crise política instalada, agora protagonizada pelo presidente Michel Temer (PMDB), não se resolve nada. O país segue aos trancos e barrancos, quem sabe, até o colapso.

terça-feira, 30 de maio de 2017

É tanta indecência!

O jornalista Carlos Newton, editor do site Tribuna da Internet, diz que o governo de Michel Temer, de tanta indecência cometida devia ser proibido para menores de 18 anos. É verdade, mesmo sendo uma brincadeira. Agora, fico sabendo, na coluna de Pedro do Coutto, no mesmo site, que os controladores da  JBS (Friboi) devem à Previdência Social uma montanha de dinheiro: R$ 1,8 bilhão.

A seguir questiona Coutto: "Neste caso não se compreende porque, através do INSS, o governo não cobra tal dívida." Para em seguida dar o tiro fatal: "O governo fala em reforma da Previdência, mas não se refere ao resgate do que devem as empresas ao sistema previdenciário."

Mas a reforma tem que sair no lombo dos contribuintes previdenciários. Isso não é mesmo uma indecência? E tome indecência à brasileira. Ora, se não é!

segunda-feira, 29 de maio de 2017

RN de fora do dia da liberdade de impostos

Sem explicação até aqui o motivo por que o varejo do Rio Grande do Norte está de fora do Dia da Liberdade de Impostos (DLI). Perde boa oportunidade de promover suas vendas. É uma iniciativa das CDLs Jovem – Câmara de Dirigentes Lojistas de vários Estados. A data, 1º de junho, quinta-feira, vai oferecer produtos com descontos para conscientização dos consumidores da alta carga tributária no Brasil.

Nesse dia, o comércio varejista vai dar descontos generosos de até 80%, conforme está divulgando a  Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas (CNDL). Esta é a 9ª edição da DLI, mas pelo menos desta vez o varejo potiguar está ausente entre os participantes da ideia.

São mil lojas e dez shoppings em todo o território nacional de 12 Estados e o Distrito Federal que participam da ação. Os participantes são os Estados do Amazonas, Amapá, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais, Pernambuco, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Distrito Federal (Brasília).

A carga tributária elevada é uma reclamação recorrente do comércio, que vê nisso o Brasil figurar com uma das arrecadações mais alta do mundo. Até 31 de maio, por exemplo, já havia arrecadado R$ 1 trilhão em impostos no país, segundo a CNDL.  

domingo, 28 de maio de 2017

A fuga em massa no RN

Para dizer uma palavra da moda, uma das notícias mais impactante do noticiário policialesco potiguar desta semana que terminamos, foi a fuga de 88 presos do Presídio Estadual de Parnamirim (PEP), região metropolitana de Natal. É considerada a maior fuga de presos no Estado em tantas que já ocorreram nestes últimos dois anos e meio do governo Robinson Faria (PSD/RN).

Desde a divulgação do fato, na quinta-feira (25/05), a população da cidade de Natal e municípios da sua circunvizinhança não tem tido paz. O medo e a insegurança passaram a fazer parte da rotina dos norte-rio-grandenses, sobretudo os que moram na capital ou municípios próximos.

Pelas informações oficiais, até agora, desse total de 88 fugitivos, apenas 14 foram recapturados, enquanto um teria sido morto em confronto com policiais, perfazendo 15.

Essa fuga recente é mais uma prova de que o sistema carcerário do RN é uma brincadeira de prender. Enquanto isso o governo Robinson bate cabeça para construir novos presídios e reformar os já existentes no Estado. Até lá, com presídios superlotados e em condições precárias, tome fugas!
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Um avisinho
A partir desta semana que está se iniciando, o blog Fatos e Notas não terá mais dia nem hora para postar seus artigos – geralmente curtos para facilitar a leitura rápida. E já começamos hoje, domingo, 28 de maio. As postagens serão livres em tamanhos de textos e intervalos de espaços, voltando aos títulos em caixa baixa.  Na mesma postagem poderá haver mais de uma nota – ou não. É mais uma inovação na tentativa de nos mantermos ligados. 

sexta-feira, 26 de maio de 2017

FANTASMINHA CAMARADA

DEPUTADO Motta em maus lençóis
Escândalos políticos pipocam em Brasília e nos quatro cantos do país. É a chamada "corrupção sistêmica" que se vai descobrindo e que está em todo o Brasil. No Rio de Janeiro, em São Paulo, Minas Gerais e no Rio Grande do Norte também.

Aqui no RN, envolve o deputado estadual Ricardo Motta (PSB/RN), parlamentar de família de tradição política e industrial no Estado. Ex-presidente da Assembleia Legislativa do RN, esse Motta, investigado pelo Ministério Público Estadual, protagoniza um dos maiores escândalos da política potiguar da atual safra já descoberto até aqui.

O Ministério Público ofereceu denúncia contra Motta, acusando-o de "chefiar organização criminosa", entre 2011 e 2015, quando se tornou presidente da ALRN, que desviou recursos públicos do parlamento estadual com a inserção de "servidores fantasmas" na folha de pagamento da Assembleia Legislativa.

Apenas em 2011 como comprovação oferecida, o "esquema criminoso" do deputado teria desviado em torno de R$1,1 milhão. Haja grana!

Mas não é só, pois o mesmo Motta já está sendo denunciado por desvio de recursos financeiros, num montante de mais de R$ 19 milhões, das contas do Idema/RN – Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente. Este outro caso de roubalheira.

E agora, Motta? Será que um bom advogado lhe tira dessa enrascada?

quarta-feira, 24 de maio de 2017

PLANINHOS DE SAÚDE

Com a saúde pública deficiente, sem dar resposta satisfatória à demanda, a classe média se socorre nos planos de saúde que se multiplicaram por aí, muito mais em busca de lucratividade do que de prestar um bom serviço médico-hospitalar a essa clientela.

Como é triste ver em nosso país tanta roubalheira e uma rede pública sem atender às necessidades dos que lhe batem as portas em busca de assistência. Pessoas com doenças graves, como câncer, que necessitam de um exame laboratorial urgente e ficam à espera sem saber a quem recorrer.

Isso causa indignação, revolta, impotência. Até porque se sabe que dinheiro existe, o que falta são bons gestores, uma destinação correta e sobretudo honestidade com o bem público. Com o atual desemprego no país, a demanda só tende a crescer, pois muitos perdem o plano de saúde empresarial.

A propósito de planos de saúde, nem todo plano presta boa assistência. É preciso que se esteja consciente disso. Basta dizer que levantamento com 118 planos de 27 operadoras no país, mostra que fatores de barateamento podem resultar num serviço que não atende adequadamente o contratante.

Ao menos é isso que nos diz pesquisa inédita do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) com planos de saúde ofertados na cidade de São Paulo, com preços abaixo da média do mercado. São os chamados "planinhos" com rede de atendimento reduzida e abrangência restrita.

Então, a pesquisadora e advogada do Idec, Ana Carolina Navarrete, responsável pelo levantamento, adverte: "A proposta de planos acessíveis não visa baratear o valor do plano, mas apenas fornecer uma justificativa mascarada para a alteração das regras que protegem o consumidor".

Daí é bom tomar cuidado na contratação de plano de saúde para escapar do mau atendimento na rede pública de saúde. É isso.

segunda-feira, 22 de maio de 2017

GOVERNO ROBINSON NA MESMICE

SEMPRE Ela para justificar falta de iniciativas
O funcionalismo do Rio Grande do Norte já há um tempo anda desapontado com o governo Robinson Faria (PSD/RN). Sob pretexto de "uma séria crise financeira que tem afetado a economia em todos os setores", Robinson permanece na mesmice do atraso dos salários. Há quase um ano e meio não paga em dia aos servidores, como se não bastasse a desatualização dos salários diante da inflação.

Robinson que chegou ao governo prometendo "mundos e fundos" faz pior do que seus antecessores e por isso a decepção geral. Sua gestão é incapaz de iniciativas para superar a crise. Tenho ouvido e lido pelo noticiário que a arrecadação fiscal não vai mal, quem vai de mal a pior é o próprio governo estadual, que não apresenta perspectiva nenhuma de melhoras.

Começou assim e vai terminar só Deus sabe como. Nas rodas de cafezinhos ou da cerveja do fim de semana, não vejo ninguém se arriscar em defender seu governo. Antes pelo contrário. Caminhando para o terceiro ano, Robinson Faria tem feito um governo medíocre. Totalmente irreal ao discurso com que conseguiu se eleger, atacando a antecessora Rosalba Ciarlini.

Para piorar tal quadro diante da opinião pública, Robinson Faria e seu filho deputado federal Fábio Faria (PSD) andam envolvidos em escândalos de propina, enquanto categorias de servidores buscam na Justiça receberem salários em dia. "Que situação!" – como diria o bordão do nosso amigo jornalista Flávio Rezende. É por aí que caminha mais um governo do nosso RN.  

Sem boas escolas, sem saúde pública, sem segurança, sem saneamento 100%, nada até aqui se pode apontar favorável ao governo Robinson. "Estou errado?" – diria o âncora José Luiz Datena, do Brasil Urgente. O PSD de Kassab (Gilberto, atual ministro de Temer) vai mal. E tome reuniões de secretários, idas e vindas de Brasília. É Robinson e seu governo.

sexta-feira, 19 de maio de 2017

AGARRADO AO OSSO

TEMER Tenta se sustentar depois do escândalo
Deus Pai! – como essa gente é ridícula. Faz de tudo, do inimaginável para não soltar o osso. Assim está fazendo o ainda presidente Michel Temer (PMDB), depois que o mundo desabou sobre ele, com a delação do dono do frigorífico JBS, Joesley Batista. Pois bem, já com baixíssima popularidade, e  apesar das provas evidentes desse escândalo, Temer recua e diz que não renunciará, aconselhado, obviamente, por alguém próximo a ele, que também não quer largar o osso.

Mas, espere aí! Não era esse mesmo Temer que alegava urgência nas reformas para resolver a crise que o Brasil mergulhou? Como é que agora decide dificultar tudo e resistir certamente até um último ato, que deverá ser o impeachment. Ou antes a cassação pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) da chapa Dilma-Temer, já em junho. Seja como for seu governo acabou, não se sustenta mais.

A possível insistência de Temer e seus conselheiros a favor da resistência só vai aprofundar mais a crise brasileira e nada vai se resolver. Ao político brasileiro, com rara exceção, eu tenho dito, falta caráter, transparência, reconhecimento do erro, enfim, fazer o "mea culpa". A reação mais comum é negar, negar e negar até onde der. Tentar se sustentar com a mentira a qualquer custo. É assim que a maioria dessa gente procede quando é desmascarada. Diferente do que ocorre em outros países.

Sabe aquele dizer bem conhecido? "Contra fatos não há argumentos". Por que querer ser diferente tentando rebater o indefensável? É prolongar a crise e até mesmo piorá-la. O resto é cair no ridículo e se colocar acima dos interesses do país. Basta de escândalos.
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Leia também  
Temer ia renunciar, mas foi convencido por Padilha e Moreira a cair no ridículo

quarta-feira, 17 de maio de 2017

ESSE É UM DOS BONS

SEBASTIÃO NERY Jornalista, escritor e político
Ler artigos de Sebastião Nery é aprender com sua experiência política. Em seu artigo desta segunda-feira, 15 de maio, no site Tribuna da Internet, que traz o título "A festa da França e a vergonha do Brasil", sobre a posse do presidente francês Macron e o momento crítico brasileiro da conjuntura política, ele nos brinda com um brilhante texto.

Sobre o Brasil, Nery nos diz: " A visão desse cenário de corrupção empresarial e de política de Estado é estarrecedora". Sem dúvida. E arremata: "Homens públicos no executivo e no legislativo, transformados em serviçais do poder econômico".

Por aí segue até a finalização que transcrevo: "Não obstante as provas documentais, os denunciados e seus advogados garantem que são todos vítimas de mentiras e falsidades". Por fim o fecho avassalador: "É tempo de a vergonha envergonhar-se".

Grande Nery! Perdemos o mestre Carlos Chagas há poucos dias, mas ainda temos entre os grandes veteranos do jornalismo brasileiro um Sebastião Nery. Ele que em sua coluna sempre está a nos contar passagens interessantíssimas do passado histórico político e seus protagonistas.
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É mole? 

As prefeituras devedoras da Previdência Social, que o governo Temer (Michel, PMDB) insiste numa reforma ao seu modo, poderão parcelar em até 200 meses, equivalente a mais de 16 anos, suas dívidas com o INSS, diz notícia da mídia nacional.

Ao todo são 4.000 prefeituras que devem R$ 75 bilhões. Pois bem, sabem qual é o objetivo dessa facilitação? Com isso, o governo quer obter apoio para a aprovação urgente da reforma da Previdência, cuja conta para tapar o buraco quem vai pagar são os contribuintes previdenciários.

Negociatas a torto e a direito para dispensar multas ou parcelar dívidas com prazos a se perder de vista também estão sendo feitas com a iniciativa privada. Isso pode! –  ah, Brasil!

segunda-feira, 15 de maio de 2017

A CRESCENTE MARCA DO CRIME

Aqui, no Rio Grande do Norte, a cada fim de semana um pique na estatística dos homicídios, que já alcança as mais de 900 mortes em menos de cinco meses do ano em curso. É triste conviver com essa marca trágica, número só comparável a de uma verdadeira guerra, que já há algum tempo foge  do controle das autoridades do Estado, sem estrutura e efetivo policial para barrar o crime.

O pior é que muitos desses assassinatos trazem características de execução. Do asfalto nas cidades maiores aos municípios potiguares menores, o crime está hoje presente, desde que facções criminosas se organizaram e o tráfico de drogas ilícitas se espalhou Brasil afora. É um submundo do crime estarrecedor que não vacila em matar a quem escolheu como vítima.

Quando não mata, assalta e leva pertences das vítimas; rouba carros e explode agências bancárias usando explosivos. Aterroriza cidades interioranas alta hora da noite ou na madrugada, e traz a insegurança para dentro das casas. Até mesmo locais públicos como um barzinho ou restaurante. Sem exagero, atualmente se tem receio em sair a qualquer lugar aqui em Natal, sobretudo se for à noite.

Há quem diga que hoje se vive muito mais trancado em casa, enquanto bandidos estão soltos por aí. Ah! saudades de Natal de meio século atrás, quando a brisa noturna ou madrugadeira tocava suave nossos rostos e roupa, enquanto caminhávamos sem lenço e documento.

sexta-feira, 12 de maio de 2017

QUEM PAGA A CONTA

Quer dizer que, Estados e municípios podem, sim, pendurar suas dívidas numa moratória para o que devem a Previdência Social, essa que está em apuros financeiros, e ficar nada menos que três anos de carência sem pagar nada, cuidando apenas de suas dificuldades. Depois terá anos sem fim para tentar pagar o que deve, caso até lá não haja mais bondade do governo central.

Uma mesma situação favorável beneficia também as empresas devedoras da iniciativa privada que devem uma dinheirama para a Previdência. Maravilha! Mas o governo Temer (Michel, PMDB) afirma que o déficit previdenciário é enorme e essa conta precisa ser fechada. Sobra para quem essa obrigação governamental? É claro, para o lado mais fraco dessa questão: trabalhadores assalariados.

Mas não é para os banqueiros ricaços do ministro Henrique Meirelles que a cada trimestre, semestre e ano ganham lucros astronômicos e passam ao largo de qualquer crise brasileira? Não, senhor! A conta vai para quem menos pode pagar e todo mês vê seu poder aquisitivo diminuir. A grande massa de trabalhadores contribuintes da Previdência brasileira. É assim que Temer resolve a parada.

Daí a reforma da Previdência enfiada às pressas goela abaixo de quem precisa se aposentar no futuro, as novas gerações. Não é que não se precise de reforma previdenciária, não. Pode-se até precisar, mas não nos moldes da proposta do governo Temer. 

Tem mais para a turma do bem bom beneficiada unilateralmente pelo que se chama de reformas governistas. É a tal da reforma trabalhista que veio primeiro com terceirização irrestrita, e agora tenta aprovar apressadamente uma proposta reformista da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) rejeitada pela esmagadora maioria da classe trabalhadora.

Assim governa Temer sob pretexto de fazer reformas para melhorar a economia, enxugando gastos da iniciativa privada sem fazer reforma tributária. É apoiado por um Congresso de parlamentares vacilante, que só vota na base do toma lá me dá cá.

Mais ainda a seu favor, o governo Temer tem a orquestração de notícias que tenta criar um clima de reação positiva da economia, apesar do alto desemprego no país que supera os 14 milhões de desempregados, do poder aquisitivo em queda e consumo anêmico, que pode ficar pior.

Você acha mesmo que com baixos salários, instabilidade no emprego e perda de renda resolve os problemas da economia? Estou pagando pra ver esse filme em reprise.

quarta-feira, 10 de maio de 2017

O ENEM DE AGNELO

ROBINSON Governo sem brilho
Houve um tempo em que Agnelo Alves, jornalista e político, fazia avaliação em seus artigos do governo de então. Para cada titular das principais pastas governamentais dava uma nota de zero a dez, e no fechamento a nota final do governo. Era uma espécie de Enem (o vestibular de hoje) na comparação  com os dias atuais. Dito isso, uma curiosidade: que nota Agnelo, se vivo fosse hoje, daria ao governo de Robinson Faria (PSD/RN) em seu estágio atual? Certamente, uma média de reprovação, se ouvisse as vozes da rua.

O governador Robinson Faria, que se elegeu com o discurso de ser o "governador da segurança", numa alusão que usaria a "tolerância zero"  para o aumento da violência no Estado, até aqui seu governo permanece sem deslanchar nessa área, assim como em outras também. Sem engatar uma segunda marcha, segue na primeira desde que assumiu há dois anos e meio.

Ao menos até aqui, nenhuma obra importante. Um de seus motes na publicidade que promete "Natal saneada 100%" continua sendo sonho. Nem a via sul até o Aeroporto de Natal, em São Gonçalo do Amarante, conseguiu entregar até agora. Resta um ano e meio para terminar seu primeiro mandato.

Na segurança pública, que deveria ser modelo de exportação, o Estado tem fraquejado feio com número assustador de homicídios, que ultrapassa o patamar recordista de mais de 800 casos só até início de maio. A televisão em seu noticiário repete esse triste recorde quase diariamente.

Se não deslanchou sequer na área em que jurou pôr ordem e progresso, imagine nas outras. Na saúde, os problemas continuam os de sempre. Hospitais com superlotação, sem leitos de UTIs e instalações  para receberem  pacientes, além de outros tantos problemas listados pela mídia local. Outro gargalo é a educação pública estadual com falta de professores e instalações ruins.

Não bastassem tais problemas em áreas de maior peso, a pretexto das dificuldades financeiras impostas pela crise nacional, o governo Robinson demonstra ser pobre em iniciativas. Esculhambou com o calendário de pagamento dos servidores e faz mais mais de ano que paga salários atrasados.

Tudo isso e mais. Em seu governo o funcionalismo caminha para o maior arrocho salarial, sem um centavo de reajuste aos mais de 80% dos servidores ativos e inativos que recebem ganhos modestos e defasados pela inflação. O empobrecimento dessa categoria segue ladeira abaixo. Sem demora, o teto logo se igualará a um ou dois salários mínimos.

Definitivamente, Robinson Faria faz uma gestão abaixo da média, até pior do que a antecessora Rosalba Ciarlini reprovada por ele e pela opinião pública, e  a quem tanto criticou, depois de romper com ela na condição de então vice-governador e seguir com seu projeto de governar o Estado.

Em meio a um governo sem brilho, por mais Robinson não esperava. Seu envolvimento em notícias de suspeita de receber propina em escândalo nacional, e apontado como contratante de funcionários "fantasmas" durante gestão na presidência da Assembleia Legislativa do RN.

segunda-feira, 8 de maio de 2017

BRASIL IMORAL

A primeira vez que vi o alerta foi no Facebook. Pensei que fosse futrica da esquerda. Nada disso. Depois me convenci de que neste governo e Congresso do Temer (Michel, PMDB) tudo é possível e até mais do que em qualquer outro.

Já se manobra cancelar as eleições de 2018 por meio do Congresso, de acordo com notícia que circulou semana passada. Isso diante de partidos como PMDB, DEM e PSDB marcharem para uma inevitável derrota de seus candidatos nas urnas do próximo ano.

Contra esses partidos governistas depõem reformas apressadas e casuísticas como a da Previdência e do Trabalho assalariado, em vias de aprovação por uma maioria de parlamentares individualistas, que vota de acordo com o de sempre: é dando-se que se recebe.

Cargos e emendas parlamentares é a moeda do voto para comprar reformistas e fazer a vontade da  elite econômica. "Governo dá benefício a devedor do fisco para garantir apoio a reforma", destacou notícia da Folha de S. Paulo de sexta-feira, 5 de maio. Logo abaixo completa: "Projetos regularizam dívidas de empresas e produtores rurais".

Além dessas reformas previdenciária e trabalhista, os governistas não dormem com pesquisas divulgadas, como a da Datafolha, que aponta a liderança do ex-presidente Lula nas eleições de 2018, em todos os cenários possíveis.

A imoralidade da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) para adiamento do pleito eleitoral do próximo ano, vem do presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM/RJ), a pretexto de fazer coincidir em 2020 as eleições gerais, incluindo aí as municipais para prefeitos e vereadores.

Quanto casuísmo, minha gente, vai rolar neste Brasil de Temer até 2018. Conspirações contra uma  democracia que deveria ser limpa, sem vícios. Todavia, tudo vai depender, é claro, do povo. É dele que emana o Poder. O resto é, sem dúvida, tentar contrariar a maioria, a nação. 

sexta-feira, 5 de maio de 2017

À MERCÊ DA BANDIDAGEM

Uma paranoia toma conta das conversas: a insegurança. Nestes tempos de pouca polícia e muita bandidagem, cada roda de conversa tem gente que diz ter sido assaltada ou conhece alguém que foi vitima. Ainda bem que escapou, porque outras vítimas não têm tido a mesma sorte. Em assaltos, arrastões e homicídios, pode-se afirmar que Natal, capital deste Rio Grande do Norte, hoje está se rivalizando nesse quesito com o Rio de Janeiro. A marca de homicídios só este ano  – estamos iniciando maio – chega ao incrível patamar numérico de mais de 800 casos notificados. Todo dia, essa estatística aumenta na escalada da violência.

A sensação é que governo Robinson Faria (PSD) do Rio Grande do Norte fracassa em sua principal bandeira de campanha, que propôs ser o "governador da segurança".  No entanto, enfrenta em seus quase dois anos e meio de gestão pública o pior descalabro da criminalidade. O avanço desse recorde indesejável espalha-se por todo o território potiguar, desde a capital até os menores municípios potiguares, antes considerados cidades de zero ou baixa estatística de crimes.

Tenho impressão que Natal passou a ser uma daquelas cidades do faroeste americano: uma cidade sem lei. Os crimes se espalham desde bairros da periferia até áreas nobres, antes regiões urbanas respeitadas e tranquilas. Como numa situação de guerra surda em seu cotidiano, assaltos e homicídios ocorrem em toda parte, criando clima de insegurança sem hora marcada.

No dia a dia, é um crime ali, outro acolá, desafiando as forças de segurança pública, que defasadas em seus efetivos militar e civil, um Estado quebrado ou quase isso, não têm como conter o crime nem mesmo na capital, imagine em cidades menores do interior.

E qual o motivo de tanta violência e  criminalidade crescente no Estado? Ora, falta de investimentos ao longo do tempo por governos que se sucederam, e de ações preventivas numa área vital como a da segurança, assim como hoje também acontece em outras áreas não menos importantes a exemplo da saúde e da educação. Ou pelo menos não foram feitos os investimentos necessários.

Duas facções criminosas que lidam com o tráfico de drogas ilícitas infernizam o Estado, que seriam o Sindicato do Crime do RN, criada aqui mesmo, e o PCC (Primeiro Comando da Capital) originária de São Paulo, de acordo com  autoridades locais da segurança, em reportagem do jornal Tribuna do Norte. As duas disputam o território potiguar. São elas que espalham o terror por intermédio de seus exércitos de traficantes e filiados.

Está difícil a vidinha pacata para os natalenses, assim como para todo o povo potiguar, que clama por segurança. Nota-se que a questão da insegurança, hoje é problema nacional, pois a exemplo do Rio de Janeiro, antes cidade maravilhosa, a criminalidade cresce assustadoramente nas grandes cidades brasileiras e se propaga pelas menores. Desafio para ser combatido pelo governo central e Estados.

quarta-feira, 3 de maio de 2017

IMPOPULARIDADE DE TEMER

TEMER Enfiando reformas goela abaixo
Remando contra a maré que rejeita seu governo, o presidente Michel Temer (PMDB) insiste em enfiar goela abaixo reformas apressadas sem discussão e sem aprovação pela maioria do povo brasileiro, incluídos aí, é claro, a classe trabalhadora assalariada, a menos beneficiada. Seria assim um pacto a honrar com a classe dominante exclusivista que investiu em seu apoio para a derrubada do governo petista que ele, Temer, era aliado e sucedeu após o impeachment?

Seja como for, o curioso nesse fato é que Temer tenta governar de costas para a nação, com uma maioria vulnerável no Congresso, que começa a desertar. Por que, então, ele insiste? Até aqui Michel Temer mostra pouca preocupação com as eleições de 2018 e até jura de pés juntos que jamais ambiciona a reeleição no ano que vem. Sua única preocupação é com as tais reformas da Previdência e do Trabalho, em detrimento de outras que empurra com a barriga: as reformas política e a tributária.

Porém, uma prova de que sua teimosia tem um custo político alto para seu partido e aliados, basta mencionar a notícia publicada no 1º de maio, Dia do Trabalho,pela Folha de S. Paulo, que destacou: "71% dos brasileiros são contra reforma da Previdência, mostra Datafolha". Nada menos que sete em cada dez brasileiros são contra reforma da Previdência, conforme registrou a reportagem baseada em pesquisa do instituto do próprio grupo do jornal.

Se é assim, com uma oposição tão forte nas ruas, avenidas e praças, qual a explicação de Temer para não ouvir o movimento sindicalista e até outros setores da sociedade brasileira que questionam desde a reforma da Previdência que ainda tramita no Congresso, passando por uma Terceirização irrestrita aprovada às pressas, e uma reforma trabalhista duvidosa, questionável e sem respaldo popular? Tem caroço debaixo desse angu – como diz a expressão popular.

Pois bem, nessa turbulência política segue nosso Brasil, com a insistência de Temer, arrogante, falante e poderoso sem dar bolas para a maioria que pede ao menos diálogo. No contra-ataque vem as oposições com os movimentos sindicais prometendo luta pelos direitos da classe trabalhadora. Nas manifestações de 1º de maio, lideranças sindicalistas afirmaram que a greve geral de 28 de abril foi apenas o começo dessa contraofensiva. Aguardemos, então, a marcha dos acontecimentos.

segunda-feira, 1 de maio de 2017

LINHA DE EQUILÍBRIO

PROTESTO Foto divulgada pelo jornal espanhol El  País
Nestes tempos de temperatura alta no noticiário da política brasileira, em que as quatro principais revistas semanais de informação e opinião (Veja, Isto É, Época e Carta Capital) demonstram linhas editoriais tendenciosas, as três primeiras pró-governo e esta ultima de oposição, somente a imprensa estrangeira mostra isenção no noticiário sobre o Brasil, mantendo equilíbrio.

Como exemplo, podemos mencionar o site da BBC Brasil que ao noticiar a greve geral de sexta-feira, 28 de abril, destacou:"'Greve foi menor do que organizadores esperava, mas maior do que governo gostaria', diz cientista político".

Marco Antônio Teixeira, cientista político e professor do Departamento de Gestão Pública da FGV, segundo a BBC resumiu assim: "Acho que as manifestações, apesar de grandes, não foram do tamanho que os manifestantes esperavam. "Por outro lado, elas também não foram tão pequenas quanto o governo gostaria."

 A própria BBC  escreveu: "Não houve um balanço oficial sobre a quantidade de pessoas que aderiram à greve ou sobre os protestos espalhados nas principais capitais brasileiras. No entanto, para alguns analistas ouvidos pela BBC Brasil, o impacto delas só poderá ser medido efetivamente na semana que vem, quando parlamentares voltarem ao Congresso para debater as reformas criticadas pelo movimento." Eis aí, portanto, um equilíbrio editorial, isento de tendências A ou B.

O jornal New York Times noticiou assim: “Cidades brasileiras paralisadas por greve nacional contra a austeridade”. A BBC de Londres: “Brasil atingido por sua primeira greve geral em 20 anos”. O Le Monde francês: “Uma greve geral histórica, mas menor do que o esperado”. O El País da Espanha: “Greve geral desafia as reformas do governo brasileiro”.

Bem diferente, do que se leu na mídia brasileira sobre a greve geral, tanto nos jornais e revistas semanais, como o que se viu pela televisão e até nos sites noticiosos. 

Frustração tributária

Acredite se quiser, mas a reforma tributária ainda está entre as reformas do presidente Michel Temer, que talvez não consiga aprovar nenh...

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