sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Frustração tributária

Acredite se quiser, mas a reforma tributária ainda está entre as reformas do presidente Michel Temer, que talvez não consiga aprovar nenhuma mais das pretendidas, como a da Previdência Social.

A muito custo e ainda embolada, saiu a reforma trabalhista, desaprovada pela classe trabalhadora.

Estamos cansados de saber, que a carga tributária brasileira é a maior da América Latina, de acordo com informações da OCDE – Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico.

Esse pesadelo do setor produtivo e da população consumidora brasileira nos foi lembrado pela Agência do Rádio Mais, em reportagem recente.

Segundo a agência, a expectativa do governo é que a reforma tributária seja votada ainda este ano. É ver para crer, mais é o que diz a notícia neste fim de ano.

Pois bem, com a proposta nove impostos seriam transformado em apenas um, que seria chamado de IBS – que quer dizer Imposto sobre Operações de Bens e Serviços. Que sonho!

Outro ponto da reforma é dar um peso maior aos impostos sobre a renda, e não sobre o consumo, como é feito hoje. Hahaha! Jamais isso pode ser sonhado no governo Temer e na atual crise.

Esqueça portanto uma reforma tributária deste porte neste resto de governo de Michel Temer e seu grupo. Não é do interesse dos governos. Até mesmo uma minirreforma previdenciária está difícil.

A reportagem diz que a atual carga tributária é empecilho para a sobrevivência das empresas. E é verdade, disso sabemos. Mas essa reforma vem sendo cozinhada desde que eu era menino.

segunda-feira, 13 de novembro de 2017

A realidade dos juros brasileiros

Bem festejada pelo governo Michel Temer e entusiastas da política econômica atual, a taxa básica Selic, do Banco Central, permanece sem surtir efeitos nos cartões de crédito e cheque especial.

Essa realidade é sentida por quem está hoje pendurado em uma dessas alternativas de consumo mencionadas acima. Cadê, então, os juros baixos, as taxas civilizadas? Que nada, enganação!

É isso mesmo. A taxa que anda aí na casa de 7,50% ao ano, e já esteve o dobro disso, realmente baixou, mas não de forma que aliviasse a população brasileira em relação ao consumo.

Aliás, sobre a questão do juro, a jornalista de economia Lillian Witte Fibe, que escreve para o site da revista Veja, disse outro dia, que é falso dizer que os juros estão caindo. Sabe por quê?

Nem mesmo a taxa Selic do BC caiu em termos verdadeiramente real, mas nominalmente. Faz sentido seu raciocínio, basta acompanhar o que ela disse e o mercado esconde.

De janeiro a setembro de 2017, a inflação foi de 1,42%, e a Selic também acumulada nos noves meses do ano, de 8%. Qual é a conclusão? Juro real de 6,5%.

Como então o juro real está caindo se está bem acima da inflação baixa comemorada? "Foi a inflação que despencou, e o mérito não é da equipe econômica", disse Lillian Witte Fibe.

Não foi mérito da equipe porque "Os preços caíram por causa da recessão e, principalmente, por causa da conjuntura internacional".

"O juro real do Brasil é o terceiro maior do mundo. Só perde para a Turquia e para a Rússia", finalizou assim Witte Fibe.

quarta-feira, 8 de novembro de 2017

Gás virou artigo de luxo

Ainda na primeira quinzena de outubro, quando o gás de cozinha subia de preço mais uma vez, já se dizia que esse consumo básico das famílias brasileiras havia virado artigo de luxo.

De junho para cá, a pisada tem sido uma só: um aumento depois do outro e não se sabe onde isso vai parar, causando preocupação em todo o Brasil.

É a nova política de preços do petróleo do governo Michel Temer (PMDB) que quer igualar o preço interno ao do mercado internacional, numa corrida louca para tirar o atraso.

Agora esta semana mais um aumento do GLP (Gás Liquefeito de Petróleo) que passou o botijão de 13 kg para mais de R$ 70 na venda das distribuidoras ao consumidor final, que somos nós.

Já estamos com pelo menos cinco aumentos do gás de junho até este início de novembro, com um acumulado na alta de 15,58%, porém a inflação continua produzindo milagre, pois permanece baixa.

Que danado de milagre é esse, hein? E não é só o gás de cozinha que sobe não! Aumenta conta de luz, gasolina, diesel, transporte coletivo, mas a inflação não. Nada disso parece refletir nos índices.

Eu já lembrei aqui que houve um tempo neste país, que se desconfiou que a inflação estava sendo manipulada, com a expurgação de itens e era verdade. Essas manobras técnicas que inventam.

Por enquanto, tudo está confiado ao IBGE, e ao que dizem na mídia nacional os entendidos no assunto, que sempre estão com um argumento na ponta da língua para justificar a inflação baixa. 

sexta-feira, 3 de novembro de 2017

Aliança entre PT e PMDB

Vocês conhecem bem o ditado popular que sentencia: "um por todos, todos por um". Assim é o corporativismo que existe hoje em dia no meio político para defender unicamente seus interesses.Como em política partidária tudo é possível, fala-se agora numa aliança entre PT e PMDB  para as eleições de 2018.

Tudo muito natural, se não tivesse o PT de Lula raivosamente denominado o PMDB de Temer de golpistas, por ter derrubado o ciclo de mais de 13 anos de poder dos petistas, aplicando o impeachment contra a então presidente da República, Dilma Rousseff.

Ora, isso são águas passadas, quando há interesses partidários e individuais em jogo. Primeiro os dois partidos estão de olho grande em um quarto dos recursos do Fundo Partidário, conta numa nota a colunista Lydia Medeiros, de Poder em Jogo, no site de O Globo.

Cerca de R$ 1,8 bilhão é o que levaria os dois partidos se se unirem, esquecendo a inimizade.  A sobra seria dividida com nada menos que 30 partidos.

Mas além do quinhão partidário cobiçado pelas duas siglas, há interesses outros em jogo. Estes envolvendo parlamentares no Congresso, em torno de medidas que barrem investigações da operação Lava Jato, como proibição de delação de réus presos, restrição de conduções coercitivas, limites para investigar escritórios de advocacia e aprovação da lei de abuso de autoridade.

É uma vergonha o que acontece na politicalha deste país. Nada que engrandeça a arte de se fazer política, mas apenas em manter privilégios individuais de corruptos.  

quarta-feira, 1 de novembro de 2017

Desacerto governamental


Já são praticamente três anos de gestão governamental, que se pode dizer de desacerto e fracasso numa pré-avaliação do governo Robinson Faria (PSD) no Rio Grande do Norte. Iguala-se, como exemplo, ao governo fluminense de Pezão.

Entalado com a crise financeira que não consegue digerir, o governo se aproxima de seu último ano, cada vez pior.  O governador Robinson Faria tem levado o funcionalismo estadual ao desespero com atrasos cada vez maiores de salários.

Como se não bastassem os atrasos de pagamento, os salários permanecem congelados com perdas anuais pela falta de atualização, assim como ter de arcar com multas e juros por não conseguir pagar compromissos financeiros assumidos em cartões de crédito, cheque especial e contas.  

A ladainha é a mesma. Tudo é consequência da recessão econômica e de problemas que se arrastam de outras gestões de antecessores. Pode até ser, mas há sinais evidentes de um governo inábil, acuado e sem iniciativas para driblar a crise.

Ora, diz o ditado popular do tempo de meus avós: "Quem não pode com o pote, não pega na rudilha". Para quem não sabe, a rodilha é um pano ou almofada em círculo que se coloca na cabeça para acomodar o peso que se carrega. Exemplo: um pote com água, comum no Nordeste.

O maior compromisso do governador Robinson Faria em campanha foi com a segurança pública. Pois bem, o Rio Grande do Norte teve a segunda maior taxa de homicídios do Brasil em 2016, com 1.976 mortes violentas, de acordo com o Anuário da Segurança Pública.

Não será novidade se em 2017, o RN assumir o primeiro lugar, uma vez que a escalada da violência permanece no Estado, com mais de 2.000 mortes antes de completar o final do ano.

Na saúde é outra calamidade, com hospitais piores do que no passado, sem resposta satisfatória as demandas da população. A culpa é sempre do antecessor e nada se resolve. Ora bolas! Se era para assim se justificar, então, para que veio?

segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Liberação do FGTS

Está nos planos do governo Michel Temer (PMDB) liberar dinheiro para o consumo neste fim de ano. Depois de despertar a ira da classe trabalhadora com a reforma trabalhista, o governo  tenta de alguma forma amenizar a reação, mas com foco sobretudo na melhoria da economia. Uma medida provisória autorizaria o uso de 10% do saldo do trabalhador no FGTS para pagar empréstimo consignado, até mesmo em caso de dispensa do empregado por justa causa, assim como nas demissões por acordo entre patrão e empregado, diz O Globo, edição de sábado, 27 de outubro. Se isso é bom? Sei não... pois representantes do Conselho Curador temem que tal medida cause uma sangria nos recursos do FGTS – Fundo de Garantia por Tempo de Serviço. Também pretende reduzir a idade novamente, agora para 55 anos, de quem vai sacar o PIS/Pasep. Só isso injetaria na economia R$ 14 bilhões.

sexta-feira, 27 de outubro de 2017

Um país fragmentado

O Brasil marcha para as eleições de 2018 sem acertar o passo. Salvo se surgir um candidato ou candidata carismático até lá que consiga unir a nação em torno de um consenso nacional. O pleito do ano que se avizinha ainda é uma incógnita para o futuro do país.

Pelo que se vê atualmente, o governo Michel Temer se mantém impopularíssimo, andando de um lado e o povo de outro, a Câmara Federal está rachada meio a meio, ministros do  STF (Supremo Tribunal Federal) idem, a mídia nacional diverge em seus posicionamentos.

Nessa geleia geral pra que lado vamos mesmo? Seguir em frente com um governo impopular, que enfia medidas goela abaixo da população, apoiado por deputados comprados, suspeitos e investigados, não leva a lugar nenhum. Muito menos ao desenvolvimento desejado.

A rigor, o Brasil permanece em crise econômica braba, com endividamento grave do governo e déficit recordista; municípios e Estados em situação pré-falimentar, com dificuldades financeiras recorrentes, embora se diga que o pior já passou.

Como passou se existem mais de 13 milhões de desempregados? Só não existe mais desemprego porque a ocupação informal, aquela sem carteira assinada e nenhum direito, na verdade, o subemprego, está sendo âncora de salvação.

A inadimplência ainda atormenta a vida de brasileiros e brasileiras nos quatro cantos do país, aliada à perda de renda das famílias, enquanto o governo favorece mais aos ricos.

A crise política, por sua vez, não passou nem vai passar com a nação fragmentada. "Se unidos já somos fracos, desunidos não somos nada", – expressão cravada pelo então governador Cortez Pereira em relação ao seu Estado, o Rio Grande do Norte, que ecoa até hoje, e serve para o Brasil atual.

Caminhamos, portanto, sem rumo certo, sem porto seguro. Até quando? – eis a questão crucial que não quer calar.

quarta-feira, 25 de outubro de 2017

Inadimplentes sofrem com ansiedade

Está aí uma pesquisa do SPC Brasil nos dizendo que, "quando devemos e não podemos pagar nossas contas, não é apenas a vida  financeira que saí prejudicada". Isso é claro para todo mundo, pois a saúde do corpo e da mente também fica comprometida.

Isso porque tal situação potencializa uma série de problemas que se acumulam e afetam todas as esferas da vida de uma pessoa. A não ser, evidentemente, que o devedor seja um caloteiro contumaz.

Pois bem um levantamento nacional realizado pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e a CNDL – Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas constatou esse comportamento nos devedores destes tempos difíceis.

A pesquisa revela que o número de inadimplentes que passaram a se sentir mais ansiosos, após contraírem a dívida, cresceu nove pontos percentuais em relação ao ano passado. Passou de 60% para 69%, e assumiu a liderança no ranking de sentimentos que a má situação financeira mais desperta.

Na sequência sobressaem os sentimentos de insegurança (65%), estresse (64% com alta de seis pontos percentuais ante 2016), angústia (61%), desânimo (58%), sentimento de culpa (57%) e baixa autoestima (56%).

O levantamento ainda constatou que mais da metade dos inadimplentes (51%) sente-se envergonhada perante a família e amigos por se encontrarem nessa situação.

Na verdade, as dívidas deixam 52% dos inadimplentes mais facilmente irritados, e 46% passaram a ter menos vontade de se sociabilizar depois das contas atrasadas, segundo a pesquisa.

Moral da história: então, a cara de pau dos que dizem, francamente, que "devo, não nego; pago, quando puder" não é para todo mundo.

segunda-feira, 23 de outubro de 2017

AJUSTE A batata quente nas mãos do vice

O governador Robinson Faria (PSD/RN) saiu de fininho para uma viagem internacional, e deixou a batata quente, digamos assim, nas mãos do vice Fábio Dantas (PCdoB/RN).

Traduzindo, Robinson entregou ao vice-governador Fábio o anúncio do ajuste fiscal, constituído de medidas impopulares, para ser apresentado pelo seu companheiro de má gestão governamental.

Aliás, é muito maldade política do governador com seu vice, que para não se desgastar mais perante a opinião pública, sempre repassa para Fábio Dantas (que é deputado) o fardo mais pesado.

"Muy amigo", na expressão da palavra mais certa, esse governador Robinson Faria. Usa o vice para lhe salvar a pele da missão mais pesada do governo, evitando arriscar seu próprio pescoço.

É para isso que o vice assume um tempinho o governo, enquanto o titular passeia numa viagem pela Europa? A bem da verdade, com tamanha crise, o certo era o governador ter feito o contrário. Ter mandado o vice lhe representar lá fora e ficar aqui cuidando dos graves problemas do governo.

Com essa raposice, na verdade, Robinson evita correr o risco de seu vice romper politicamente, como ele rompeu com a sua companheira e antecessora, a então governadora Rosalba Ciarlini, divergindo dela para conquistar o governo, ao prometer ao eleitorado "mundos e fundos".

Mas voltemos ao tal "pacote" fiscal que é o que interessa aqui. Pois bem, o conjunto de medidas prevê, entre outras, aumento escalonado da alíquota previdenciária dos servidores do Estado – coitados! – já com salários em atraso, congelados e achatados, acumulando perdas do poder aquisitivo.

Também  impõe um teto salarial para servidores estaduais, além de permissão para o Poder Executivo editar medidas provisórias. Enfim, tentativa de igualar todos por baixo, sem mais nem menos.

Francamente, espera-se pelo menos dessa vez, um posicionamento digno dos deputados a favor da sociedade potiguar, a mais esse pleito do governo Robinson Faria, que nada fez para merecer credibilidade.

sexta-feira, 20 de outubro de 2017

SALÁRIOS Atraso no pagamento do Estado

Na minha volta a Natal, depois de uns dias em viagem, tomei conhecimento que o pagamento dos servidores do Rio Grande do Norte atrasa cada vez mais, sem dia certo para receber.

Hoje já é dia 20 de outubro, faltando praticamente dez dias para terminar o mês, mas a folha de setembro ainda não foi paga, apenas iniciada para uma faixa salarial dos que ganham até R$ 2.000.

A situação é crítica. O governador em exercício, o vice Fábio Dantas, diz pelo portal G1RN que, sem a liberação do empréstimo de R$ 698 milhões, o governo do RN não tem recursos para pagar salários.

Não é que o dinheiro do empréstimo destine-se diretamente para pagar salários, porque não pode. Mas facilitaria ao governo retirar de outra fonte para pagar apenas 2017.

Mesmo com empréstimo aprovado pelos deputados da Assembleia Legislativa do Estado, a pretexto de botar ordem nas finanças, o governo Robinson Faria não consegue acertar o passo. O desequilíbrio entre receitas e despesas domina e deve continuar em 2018.

Afinal de contas o que estará acontecendo neste Estado? Será que a crise só reflete no governo do Rio Grande do Norte? Por que outros Estados conseguem driblar a crise financeira, menos o RN?

Estive no Ceará e por lá o governo cearense está se vangloriando da solidez fiscal que atrai mais investimentos para os cearenses.

Enquanto aqui no Rio Grande do Norte nada se consegue melhorar pelo menos desde o início do governo Robinson Faria que marcha para fechar o terceiro ano de mandato e iniciar o último.

Nada do prometido na campanha passada foi cumprido até aqui. Quem nada fez em três anos, difícil é acreditar que fará três em um último ano. Estamos às portas de 2018, ano eleitoral.

Pelo andar da carruagem está mais propenso a prever que o governo Faria (que não fez) terminará os quatro anos com zero à esquerda.

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

SAÚDE Desassistidos e entregues à sorte

Publicado também por
FOCO NORDESTE

É incrível que a saúde pública no Brasil e, particularmente, aqui em Natal, capital do Rio Grande do Norte, tenha chegado a esse nível de desassistência e desespero. A notícia nos diz que "Sem transplante de medula há um ano, 20 crianças morreram à espera de tratamento", do portal G1RN.

O pior está lá como resposta a esse drama para quem busca assistência na saúde pública potiguar: a Secretaria de Estado, responsável pela pasta, diz que não existe prazo para retomar a oferta. Santo Deus, que tempos estamos vivendo com a falência do poder público.

Mas o que mais deixa indignado os que testemunham essa tragédia infantil no Estado é a falta de uma perspectiva que traga alento à crise, enquanto políticos correm atrás de malas e caixas de dinheiro, tramam o jogo sujo às escondidas e negociam por aí seus interesses próprios.

O Rio Grande do Norte está há cerca de um ano sem realizar transplante de medula óssea,  que levou a óbito 20 crianças nesse período. Esperavam um tratamento para doenças como leucemia, que o governo do Estado e as autoridades deste país se mostraram incapazes de dar a assistência.

Agora, coloque-se qualquer um de nós em tal situação, sem ter para onde apelar mais, por falta de recursos, a não ser para seu direito constitucional e dever do Estado? Políticos de todos os matizes merecem uma resposta dura no pleito de 2018.

As urnas devem dizer claramente, que eles (ou elas) são eleitos para fazer cumprir a Constituição e trabalhar, acima de tudo, pelo bem comum e não para se locupletarem, ou realizar apenas ações populistas como forma de se reeleger na próxima eleição.

Mais lamentável é que, muitos desses pacientes infantis ainda se agarravam a um fio de esperança, pois já dispunham de doadores de medula. No entanto, o Estado falhou e não fez a sua parte.

Triste o drama dessas famílias potiguares!

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

ENERGIA Conta de luz aumenta

Publicado também
por FOCO NORDESTE

Péssima notícia. Com falta de chuvas, preço de energia pode disparar, diz o site do Globo. É que a partir agora de outubro, consumidores brasileiros de energia vão ter de arcar com uma tarifa mais cara, passando da bandeira tarifária amarela, em setembro, para a vermelha, segundo patamar. Isso quer dizer acréscimo de R$ 3,50 por cada 100 kWh (kilowatts hora). A a bandeira amarela, nível 1, corresponde a R$ 2,00 pelo mesmo kWh. Portanto, vamos a pagar as luzes, gente! Antes que venha aí os indesejáveis apagões do passado. Esta vai ser a primeira vez que o segundo nível da bandeira vermelha é acionado no país. E aí, com combustíveis aumentando, energia elétrica também, como fica a inflação? Não venham me dizer em declínio novamente.

sexta-feira, 29 de setembro de 2017

PAÍS O Brasil vai muito mal na UTI

Para defender um político envolvido em graves provas de corrupção, no caso o senador Aécio Neves (PSDB/MG), o Senado quer peitar o STF – Supremo Tribunal Federal.

Pretende derrubar decisão tomada pela Primeira Turma do STF, que em maioria afastou do mandato o senador mineiro e impôs seu recolhimento noturno. Ainda bem que não o mandou para a prisão.

No entanto, um Senado infestado de corruptos como nunca visto, pois expressiva parte está às voltas com a Justiça, quer livrar o senador Neves da decisão da Corte.

Isso, para quem ainda não sabe, apoiado pelo Planalto, onde se tem um presidente (Michel Temer) também envolvido até o pescoço com corrupção, mais o apoio dos partidos PMDB, PT e o próprio PSDB, é claro, de Aécio Neves.

Nesse rolo todo, ainda tem um ministro do STF e presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Gilmar Mendes (este está em todas na defesa dos corruptos), discordando de seus pares e dando voz aos corruptos. Afinal, deve-se perguntar: de qual partido é esse ministro?

É mais um fato inusitado, que marcha para grave crise institucional, como disse o ministro Marco Aurélio Mello, este também na defesa de Aécio, e que deixa a nação brasileira confusa e perplexa.

Esses políticos corruptos estão, enfim, querendo o que mesmo deste rico país e ao mesmo tempo pobre de valores éticos e morais? Não basta o que já fazem com a nação?

Em qualquer país sério, honesto, de moralidade, um senador acusado com provas como Aécio Neves (PSDB), já teria renunciado para então se defender das graves acusações que pesam sobre ele.

Mas político brasileiro é duro na queda porque não mostra dignidade, um valor que hoje em dia está em falta na política brasileira. É por demais impressionante tudo isso!

quarta-feira, 27 de setembro de 2017

ECONOMIA Gás de cozinha em alta

A população brasileira parece até indiferente ao que acontece no país. Está aí, desde esta terça-feira (26/9), mais um aumento do gás de cozinha, mas ninguém está nem aí.

Não vejo mais as donas de casa saírem reclamando de preço nenhum, nem muitos menos os chefes de família. Donos de carros ainda esboçam alguma reclamação assim que a gasolina sobe de preço.

Mas agora foi o botijão do gás de cozinha, que subiu mais vez, reajuste de 6,9%, encarecendo o consumo doméstico. É o segundo aumento em menos de um mês.

Isso quer dizer que cozinhar em casa, no restaurante e aonde mais se servir uma refeição ficará mais caro. O diabo é que só se fala hoje é da nova inflação em declínio, segundo a orquestração da mídia.

O tomate até já virou o mocinho da nova fase da economia sem inflação. Antes, quando os tempos eram outros, fala-se mesmo era do vilão que podia ser o aumento, por exemplo, dos combustíveis.

No entanto, atualmente com o deus-mercado dominando a economia, parece que nenhum produto influencia mais nos índices inflacionários aferidos pelos institutos.

Será mesmo que o tomate, o feijão carioca, o açúcar e o leite longa vida influenciam mais a inflação do que os combustíveis aumentando? Até porque a carne não baixou de preço.

Isso me remete a um passado distante em que governo influenciava os institutos a expurgar itens de produtos na aferição da inflação. Isto aqui é Brasil.

Desculpem a ignorância, mas se ocorreu no passado tal expurgo, por que não duvidar agora? O clima em torno da inflação hoje é de festa, enquanto preços pipocam por aí afora.
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Fatos e Notas: ECONOMIA Inflação de primeiro mundo: Saí para o supermercado neste primeiro sábado da primavera, mais alegre que mendigo de ray-ban, como manda a estação do ano. A alegri...

segunda-feira, 25 de setembro de 2017

ECONOMIA Inflação de primeiro mundo

Saí para o supermercado neste primeiro sábado da primavera, mais alegre que mendigo de ray-ban, como manda a estação do ano.

A alegria era para verificar se a nossa inflação brasileira anda mesmo se igualando a de um custo de vida de primeiro mundo, como tem orquestrado a mídia.

Ledo engano! Nem tudo são flores como a primavera. Não consegui economizar nada nas compras semanais lá de casa. Aliás, nada não, minto. Até que houve uma leve melhora no final das contas. Mas eu e a mulher nos esforçamos para colocar no carrinho do supermercado menos coisas que pudéssemos.

Será que só acontece comigo – pensei. Por que essa inflação não baixa no tamanho da minha ansiosa expectativa e do que diz o IBGE e a mídia?  Meirelles, ministro da Fazenda, solta fogos todos os dias na comemoração da nova realidade econômica brasileira em suas entrevistas.

A mídia está mais do que afinada na orquestração da nova vida sem inflação. Anda até dizendo que logo, logo, chegaremos a uma inflação de país civilizado, abaixo da meta básica dos 3% ao ano.  Isso deve-se principalmente à alimentação, porque aos combustíveis é que não é. Pelo contrário, os combustíveis andam na contramão.

Para esse novo cenário econômico, o setor produtivo agrícola é que tem sido festejado como nunca. É ele sobretudo que está baixando a inflação, alimentando as bocas e dando empregos. As safras são cada vez mais recordes.

Se não fosse o agronegócio... Ai de nós! Por sinal, dizem os PhDs em economia, que é essa supersafra que tem funcionado como contraponto ao aumento dos combustíveis que agora sobe quase todo santo dia. Entramos em mais essa roubada.

Que o clima não nos deixe na mão e seja sempre favorável. Não estrague nossa festa que está apenas começando. Deus nos livre que não seja só um ensaio.

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

VIVER Mais uma primavera da crise

Sai o inverno, entra a primavera. Estação do ano que tem previsão de calor e temperaturas mais altas. Começa nesta sexta-feira, 22 de setembro, fim de semana para se comemorar.

Mas, calma lá gente! Os institutos que estudam o clima nos diz que nas regiões Norte e Nordeste devem haver pouca variação de temperatura neste período.

É a saída do inverno para preparação do verão. Começa por esta data, entre 21 e 22 de setembro, no Hemisfério Sul, e vai até 21 de dezembro, quando tem início o verão.

É uma estação alegre, pois é considerada a mais florida do ano. Ao menos aqui em Natal, onde moro, a primavera nos chega com o sol brilhando pela manhã logo cedo e com uma temperatura amena.

Só o que não continua amena é a crise política no país e por que não a econômica também. O desemprego permanece alto e os investimentos ainda não voltaram.

Se bem que, de acordo com o IBGE a inflação anda se segurando e até cedendo um pouco, mas os combustíveis não. Tem aumentado a gasolina, o diesel, o gás de cozinha, por aí.

 Como pode? Que mágica! Neste país governado por Michel Temer e com um Congresso que se vende em negociações, nada é confiável mais por aqui. Bem ou mal, assim seguimos!

O nó maior é mesmo no campo político, em que deve seguir para a Câmara dos Deputados a segunda denúncia contra o presidente da República, Michel Temer. E que república! – diz Hélio Fernandes.

Denúncia de obstrução da Justiça e organização criminosa – duas graves denúncias em uma. São das últimas flechadas disparadas no finalzinho do mandato do então procurador geral Rodrigo Janot.

A primeira denúncia de corrupção passiva, infelizmente a maioria da Câmara impediu que o STF (Supremo Tribunal Federal) seguisse em frente na investigação. Indignação geral!

Dizem que essa segunda também não passa porque os deputados não deixam. Fica tudo para depois do mandato tampão de Temer, que termina em dezembro de 2018 e já vai tarde.

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

ESTADO Um sofrido Rio G. do Norte

A região sul natalense espera desde o governo anterior da então governadora Rosalba Ciarlini, em 2014, o acesso sul do Aeroporto de Natal, em São Gonçalo do Amarante, que até hoje necas de pitibiriba.

Obra que o atual governador do RN, Robinson Faria (PSD) também prometeu e ainda nada de conclusão. O esgotamento financeiro do Estado potiguar paralisou o governo.

Portanto, o único acesso que existe é do lado norte que se torna mais distante e que sofre não raro problema de atravancamento pelo trânsito do além- rio Potengi.

A obra está paralisada por falta de recursos financeiros. Na semana passada se soube que o governo Robinson esticou o prazo de término da obra para mais daqui a um ano.

Como estamos em setembro, isso quer dizer que só em setembro de 2018, véspera das eleições gerais no país e já aproximando-se o fim do primeiro mandato do governo Robinson Faria.

Robinson, ainda no silêncio pré-eleitoral, não confirmou se sairá candidato a reeleição ou a outro cargo eletivo, em razão, é claro, dos desacertos de seu governo que caiu na impopularidade.

Até agora, seu governo não entregou uma só obra de maior (ou menor) importância para o Estado, além de tocar a rotina administrativa, que sequer mantém a folha de pessoal em dia.

É possível que, se de fato, Robinson Faria deseja sair candidato a alguma coisa, ele entregue até lá algumas obras inacabadas e o acesso sul do aeroporto esteja no meio dessas, sim.

O dinheiro pode estar difícil como for, mas em ano eleitoral ele aparece. Saia de onde sair. Caixa um, caixa dois, sabe-se lá o quê! Disso ninguém tenha a menor dúvida. Quem viver verá! – já dizia o sábio cronista.  

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

ZUENIR Fim do mundo

Do facebook.com/joseaecioacosta

Esta é ótima do colunista Zuenir Ventura em seu artigo da coluna no Globo: "Não é fácil ser otimista" – Temos a sensação de que estamos vivendo o fim do mundo.

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

BRASIL Cadê a ordem e progresso?

Quem, afinal, roubou mais a nação? O quadrilhão do PMDB sob o comando de Temer, ou Lula e seu PT, ou o PSDB do senador Aécio Neves? Se bem que isso nem interessa tanto. A questão é muito mais saber quem rouba ou roubou para ser punido e varrido do cenário político-partidário.

O Brasil, cujo lema é ordem e progresso, não pode se permitir a essa roubalheira sem fim, sangrando os cofres da nação para que maus políticos permaneçam no poder, enquanto empresários de forma ilícita continuem ampliando suas fortunas a custa do dinheiro público.

É urgente tentar mudar este país já a partir das eleições de 2018, quando se deverá eleger novo presidente da República, governadores, deputados federais e estaduais, bem como senadores.

Temos ouvido muito "não se aguenta mais tanto roubo!" De fato, o país precisa dar respostas éticas e moralistas ao povo com serviços públicos de qualidade na saúde, educação, segurança e também obras de infraestrutura para o desenvolvimento.

Lamentavelmente, o individualismo, o egoísmo e a ambição do ter mais, invertem valores atuais que deveriam nortear a sociedade brasileira: a do ser exemplo para futuras gerações e basta.

Que país, afinal, é este que pesa sobre os ombros de seu presidente, autoridade máxima, acusações de corrupção, organização criminosa e tentativa de bloqueio da Justiça?

Quando não é de um presidente que se fala mal, sempre recai acusações nefastas sobre outra autoridade, que pode ser governador de Estado, senador, deputado, prefeito ou vereador.

Não, andamos mal de políticos para nos representar e isso precisa mudar, renovar e melhorar. Só depende de nós mesmos.

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

BRASIL Haja roubalheira

A manchete de capa, entre as revistas semanais, a mais sugestiva desta semana é a da Carta Capital que sapeca: "A pátria dos ladrões" – dando como destaque a maior apreensão de dinheiro vivo da História do Brasil, que complica a vida do ex-ministro Geddel Vieira Lima e mantém Michel Temer, presidente da República, acuado, como bem diz.

É sem dúvida assombrosa a montanha de dinheiro, no valor de R$ 51 milhões apreendidos pela Polícia Federal, em malas e caixas dentro de um apartamento, em Salvador (BA). O país ficou estarrecido com tanto dinheiro escondido, vindo não se sabe ainda de onde, mas que tudo deve ser esclarecido com a prisão, agora em regime fechado, do dono do dinheiro Geddel Vieira.

A revista Veja, por sua vez, destaca três temas em evidência: o primeiro "Enfim, cai o silêncio petista", sobre a delação de Antônio Palocci que atinge o ex-presidente Lula mortalmente, seu companheiro e líder maior do partido, assim como desnuda o PT em sua forma de fazer política.

Segundo destaque da Veja é para "Os segredos da JBS", empresa dos irmãos Batista, encrencada dos pés a cabeça com a roubalheira e o repasse de propinas aos corruptos. Por fim, a Veja traz "A delação de Funaro", o doleiro do PMDB que conta a participação de Temer no esquema de políticos e empresários que roubam a nação.

Revista Época também saiu com manchete de capa sobre a detonação que fez Palocci: "Lula segundo Palocci", fato que, como já dissemos, escancara as entranhas do petismo.

E a revista Isto É? Ah, esta mostrando-se de que lado está mesmo, preferiu cair em cima de Janot, o procurador geral da República, que denuncia o presidente Michel Temer no STF. O principal destaque é "Alvo das próprias flechas", referindo-se ao caso da Procuradoria Geral da República que abriu a guarda e foi enrolada em delações armadas da JBS com ajuda de um procurador da PGR.

São muitos escândalos neste país que sofre com tanta corrupção e roubo escancarados em forma de propinas. Até aonde tudo isso vai chegar, ninguém sabe, porque quando se pensa que se chegou ao fundo poço, mais se descobre que não.

sexta-feira, 8 de setembro de 2017

GOVERNO Robinson encrencado

O governo Robinson Faria (PSD/RN) está acuado. Como se já não bastassem as dificuldades que vem tendo desde o início da gestão, caminhando para fechar os três anos, sem dinheiro sequer para pagar salários em dia, o pior lhe acontece agora.

No âmbito nacional, o STF (Supremo Tribunal Federal) abriu inquérito contra Robinson e seu filho, o deputado federal Fábio Faria (PSD) para investigar prática de corrupção delatada. Enquanto no plano estadual, o governador potiguar Robinson Faria foi proibido pelo Tribunal de Constas do Estado (TCE) de lançar mão do fundo previdenciário estadual para pagar salários atrasados de aposentados e pensionistas.

Tem mais, pois, os R$ 25 milhões que seu governo conseguiu em aprovação da Assembleia Legislativa do Estado para cobrir o rombo da folha em agosto, terá que ser devolvido em trinta dias. Esse dinheiro se soma ao que sua gestão já havia usado antes com idêntica finalidade. Imaginem aí o tamanho da encrenca para um governo que sequer conseguiu deslanchar com obras.

E não é só. No seu Estado, o Rio Grande do Norte, o governador Robinson Faria é alvo de denúncia grave em operação do Ministério Público Estadual, sob suspeita de ter criado uma folha de pagamento de "funcionários fantasmas" na Assembleia Legislativa do RN, quando ainda era presidente da Casa. Por tudo isso e se mais não tiver, a situação de Robinson é bastante feia.

quarta-feira, 6 de setembro de 2017

COMBUSTÍVEIS A alta sem inflação

Havia um tempo em que bastava algum aumento de gasolina para a inflação disparar. Agora sobe gasolina várias vezes, diesel, botijão de gás de cozinha e o escambau, mas o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), que mede a inflação oficial, se mantém manso que é uma beleza.

Está aí o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nos dizendo que a inflação recuou em agosto e em 12 meses é a menor em 18 anos. Que bom se olharmos apenas para esse índice oficial. O diabo que na vida real brasileiros e brasileiras sentem logo no bolso que não é bem assim.

Todo mundo está a reclamar os aumentos dos combustíveis, que agora acontecem quase todo santo dia, com essa nova política de preços inaugurada pela Petrobras. São motoristas que vão as bombas, donas de casa, o chefe de família e quem mais você imaginar.

E por que danado esse custo de vida não reflete na inflação? Parece até milagre econômico. No entanto estudiosos da matéria andam a dizer que o IPCA se manteve calmo, porque os preços do quesito alimentação colaboraram e não tiveram alta.

Esses alimentos (como feijão carioca, tomate, açúcar e leite longa vida) até baixaram com a safra no campo considerada um recorde, e o setor do agronegócio foi assim a salvação da lavoura. Daí, por enquanto, estamos todos salvos do disparo da inflação. Até quando vão segurar o IPCA eu não sei.

Só sei que a gasolina, o diesel dos caminhões, o gás de cozinha vão continuar a trajetória de preço rumo ao infinito, porque a Petrobras quer logo tirar seu prejuízo com a defasagem de preços em relação ao mercado internacional. Ainda bem que não é o prejuízo da roubalheira – ou é também?

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

VIVER Os tempos mudam hábitos

Antes eram as leituras de jornais impressos e revistas que entretinham quando se esperava nas clínicas médicas ou de exames. Hoje esse hábito mudou quase que totalmente para o telefone celular.  E assim vamos!

Todo mundo está de olho é no visor do Smartphone ou Iphone enquanto espera ser chamado. Ou aguarda por alguém que esteja acompanhando naquele momento. Os jornais de papel e revistas ficam esquecidos num canto.

A conversa pela rede social se tornou mais interessante do que mesmo a presencial com quem esteja ao lado, que pode também estar voltada para algum entretenimento virtual.

Poderá ser pelo WhatsApp, Facebook, Twitter, Instagram ou outra rede qualquer, quando não se está é mesmo ligado pelo telefone em conversas demoradas, passando as horas do dia e esquecido deste mundo.

Já vi gente quase sendo atropelada de celular no ouvido, sem dar a mínima de atenção para o trânsito. Às vezes está mesmo é com aqueles fones de ouvidos a escutar boas músicas.

Outro dia vi passar por mim, quando ia em minha caminhada, um moço que dava mais atenção ao celular, de tão absorto, do que mesmo à direção do carro que estava sob sua responsabilidade.

Parece não ter multa que faça motoristas deixarem de lado por um instante seu aparelho celular. Virou mania perigosa, que põe em risco a própria pessoa e aos outros.

Esse mundo digital está deixando as pessoas mais e mais distraídas. Já cheguei a pensar que alguém que estava próximo a mim, ou que passava por mim estivesse falando sozinha.

Era não. Verificando bem, antes de soltar aquela pergunta (– Ei, tá falando comigo?) e receber  uma negativa, percebo a tempo que a pessoa de foninhos atolados nos ouvidos está a falar no celular, com alguém do outro lado da linha. Que vexame ia passar!

Tenho que me acostumar com esse mundo, porque senão daqui a pouco quem vai passar por doido sou eu. Assim segue a humanidade.

sexta-feira, 1 de setembro de 2017

JUSTIÇA Condenação à brasileira

Sinceramente, desculpem eu não entender. Fiquei pensando cá com meus botões, quantas e quantos brasileiros estão condenados hoje no Brasil por terem sidos aposentados!

Isso se é mesmo que uma aposentadoria precoce, quer dizer antes do tempo, possa ser encarada como forma de condenação e não como benefício antecipado que se tenha direito.

Esse meu resmungo veio a propósito da notícia que estampava:"Juiz envolvido em venda de sentenças no RN é condenado à aposentadoria".

Corri ao dicionário para verificar se eu não estava entendendo o significado de condenação. Mas estava lá: "Condenação: julgamento que condena alguém a uma pena."

Então, ora, se alguém é aposentado compulsoriamente mesmo contra o seu querer, não pode ser entendido como punição. Talvez um benefício a contragosto, a receber antecipadamente.

É o caso do juiz potiguar José Dantas de Lira, que assim decidiu o Conselho Nacional de Justiça pelo fato do tal magistrado ter se metido com um esquema de venda de decisões judiciais.

Pois bem, sabe quanto ele recebe pela tal aposentadoria? Quase R$ 30 mil ao mês – R$ 28.947,56. Coisa que ele achou pouco, certamente, e por isso se envolveu nessa enrascada.

José Dantas atuava na 1ª Vara Cível da Comarca de Ceará Mirim, na Grande Natal.

Condenação mesmo, na verdade, seria se o magistrado tivesse perdido seu salário ou pelo menos reduzido pela metade ou uma parte significativa.

No mesmo espaço tem a notícia de outro condenado. O desembargador aposentado Francisco Barros Dias, que atuou no Tribunal Regional Federal da 5ª Região, em Recife.

Este também por ter se envolvido em falcatrua, e mesmo depois de ter se aposentado continuou a fazer das suas como advogado, conforme a investigação conta. Daí terminou preso agora.

O desembargador participava de um grupo que explorava a compra e venda de votos em sentenças no TRF, de acordo com  a notícia do portal G1. Outro também condenado com aposentadoria.

quarta-feira, 30 de agosto de 2017

ALIMENTAÇÃO Cada semana mais cara

Mesmo com a inflação em baixa, como se alardeia por aí na mídia nacional, a alimentação é um dos itens mais caros hoje em dia do custo de vida. Basta ir ao supermercado toda semana para constatar.

O queijo mussarela, por exemplo, que na semana anterior ainda estava de R$ 25 o quilo fatiado, nesta última já encontrei custando mais de R$ 27 no mesmo supermercado que sempre vou. Não sei se a marca era a mesma, mas o queijo que estava lá, era sim, mais caro quase R$ 3,00.

Francamente, é preciso muita fé para acreditar que os preços do custo de vida estão baixando ou pelo menos se mantendo estáveis. Pode até ser, alguns itens aferidos pela inflação oficial.

Mas chega a um ponto, neste Brasil suspeito de tudo, que já não se acredita em quase nada do que  oficialmente se divulga. Olha-se sempre com uma ponta de desconfiança.

A corrupção desenfreada dos políticos e empresários, os interesses escusos, manipulação da opinião pública, tudo isso vai nos deixando desconfiados e até traumatizados.

Sei que não se pode viver assim pessimista, pois existem ainda instituições sérias, pessoas de bem e trabalhos honestos, mas na vida nacional de hoje é preciso questionar. Manter cautela. Precaver-se.

Aliás, no supermercado não vejo ninguém comemorando a redução da inflação. Muito pelo contrário, pois ando pra lá e pra cá e sinto que as pessoas permanecem reclamando dos preços. Há, vez por outra, promoções temporárias.

É possível mesmo que com aumento da gasolina e do diesel, num país em que quase tudo é transportado por via rodoviária, esta realidade não atinja o custo de vida? Sei não!...
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Fatos e Notas: VIVER Coisas do custo de vida: Dizem na mídia que a inflação está baixando. Pra ser sincero, nem sei como tecnicamente é aferido o índice. Sei que são levados em conta ...

segunda-feira, 28 de agosto de 2017

LEMBRANÇAS Só as boas nos interessa

Começo a semana deixando de lado questões políticas, econômicas e sociais. É para reviver um pouco o passado da vida pessoal. Arrisco sem saber se sei dissertar nesse campo. Mas vou tentar!

Há coisas que vivemos, passamos e talvez nunca mais voltaremos a vivê-las, pelo menos do mesmo modo. Boas ou ruins se foram, só nos resta a lembrança.

É certo que os momentos bons, as lembranças nos traz de volta; já os que não nos agradou, tentamos enterrá-los em nossa memória, espécie de arquivo morto, que não interessa revirá-lo.

Digo isso ao lembrar das minhas idas à cidade de Jundiaí (foto), São Paulo, que faz um ano da última que estive por lá. Era um mês de inverno, julho de 2016, de muito frio para os padrões daqui do Nordeste.

Ia eu e minha mulher Francisca das Chagas (Chaguinha). Passávamos semanas em nossas viagens de visita ao nosso filho Lívio S. Costa que fazia residência médica. Terminada a especialização, ele se mudou para Fortaleza-CE, por opção pessoal e profissional.

Fiquei com saudades de Jundiaí, onde mora um casal conterrâneo amigo, Geraldo Magela/Geozenira, que nos fez companhia em nossas saídas para nos divertirmos, fosse de dia ou de noite. Temos, inclusive, convite deles para voltarmos lá.

O certo é que o tempo passa e vez por outra boas lembranças nos batem. Dias em que eu descia e subia ladeiras, protegendo-me contra o frio, a caminho do shopping mais próximo. Era a hora da visita à livraria e depois tomar um ou dois chopes para entretimento.

Pelas ruazinhas tranquilas de Jundiaí, lá ia eu, várias vezes sozinho. Recordações nada especiais. Coisas simples, modestas e sem detalhes vaidosos.

Talvez o que mais me fez gostar de Jundiaí, uma cidade dormitório da capital São Paulo, é a tranquilidade com que se pode caminhar por suas ruas e praças. Podermos tomar um ônibus para destinos curtos a qualquer ponto urbano.

Uma criminalidade, que apesar de ser cidade brasileira, não tem nível alarmante de crimes em áreas centrais e nobres. O transito é calmo, a despeito de que o município tem uma população em torno de 400 mil habitantes, e está a 57,7 km de distância da capital.

É o 15º município paulista mais populoso e o 7º maior fora da Grande São Paulo. É também o 7º mais rico do Estado e exibe um índice de desenvolvimento humano alto de 0,822, que eleva a cidade à 11ª melhor posição do Brasil e a 4ª melhor do Estado de SP.

Experimentar uma qualidade de vida assim é viver melhor sem dúvida. O Brasil tem muito a nos mostrar e que ainda não conhecemos para valorizar, sem precisar sair do nosso território.

sexta-feira, 25 de agosto de 2017

HOSPITAL Um cenário de guerra

Quem passa em frente ao maior hospital de urgências e emergências do Rio Grande do Norte, em Natal, nem imagina o que se passa lá dentro. Sem exagero, um verdadeiro cenário de guerra, montado internamente em tempo real do conhecido Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel da capital.

Aliás, cenário que já começa lá fora com inúmeras ambulâncias estacionadas. Aguardam macas retidas com pacientes trazidos ao  hospital de várias partes da cidade e de municípios do interior. A televisão nos mostra isso quase todos os dias, com imagens fortes do drama dos que buscam socorro.

É uma realidade que se arrasta há vários governos e os que ousam anunciar um novo tempo, não passa de bravatas para servir de marketing político e satisfação pública. A população já cansou de ouvir e de se desesperar inutilmente. Nenhum governante resolve a situação de superlotação.

Imagino que o problema seja complexo, assim como o hospital deveria atender apenas procedimentos de grande complexidade. Mas atende até dor de cabeça e um resfriado. Falta uma rede assistencial básica funcionando 24 horas nos municípios e outra de média complexidade.

Por isso o hospital principal recebe uma sobrecarga que vai muito além de sua estrutura defasada para a demanda de hoje. A verdade é que governantes não prepararam o Estado para essa realidade diante do crescimento populacional.

O Walfredo Gurgel tem tudo. Pacientes gemendo nos corredores, parentes desesperados diante da falta de assistência. Cirurgias adiadas, falta de medicamentos na farmácia do hospital e não raro falta de material médico-hospitalar para consumo. Passa o tempo e nada se faz.

Não dá mais para esperar uma solução que parece trazida no casco de uma tartaruga, que anda sem pressa de chegar. E assim a solução passa de governo a governo.

Nesta semana, com capacidade para receber 270 pacientes, o hospital abrigava 390 – dizia notícia. Uns 120 deles espalhados pelos corredores do hospital, retendo macas das ambulâncias que não podem ser liberadas por falta de leitos, e enlouquecendo parentes, médicos e pessoal da enfermagem.

Quantos governos vão ser precisos para, enfim, resolver essa realidade? – eis a questão. Promessas não pagam dívidas. Misericórdia!

quarta-feira, 23 de agosto de 2017

INSEGURANÇA Ações de terror e violência

É difícil dizer qual das duas situações é pior. Se no Brasil não temos até aqui a insegurança do terror internacional, que vivem outros países, nem por isso podemos nos vangloriar da paz interna. Nosso desassossego está na violência urbana das cidades brasileiras. (A foto lembra os ataques de 11 de setembro de 2001, nos EUA.)

O turismo no exterior está afetado pela onda de atentados que o mundo tem registrado em países da Europa,  Ásia, Estados Unidos e África.

Quem viaja mundo afora tem que tomar cuidado e mesmo assim pode ser surpreendido com um desses ataques que vez por outra estão sendo noticiados. Imagino que ninguém vai deixar de fazer turismo por causa dessa ameaça real hoje em dia.

Mas provavelmente se preocupa em mudar roteiro de viagem, deixa de ir a certos lugares que podem ser um potencial alvo desse terrorismo maluco, que já matou muita gente e continua matando. Aliás, conheço gente de meu convívio que desistiu de viajar a um destino que fazia parte de seus planos.

Países europeus que estão em evidência desse terror, queira-se ou não são os mais afetados em seu turismo receptivo. Essa de jogar carros para provocar atropelamento coletivo é um horror. Até viajar de avião para certos destinos dá medo.

No Brasil, se o terrorismo tem nos poupado, o mesmo não se pode dizer da violência urbana que se alastra na esteira do narcotráfico. A cidade do Rio, capital fluminense, e seu entorno têm sido o ápice dessa insegurança que predomina por aqui.

Quantas balas perdidas não têm tirado a vida de quem sequer teve tempo para se proteger?  Além de assaltos a mão armada, execuções criminosas e outros tipos de crimes.

No entanto, não é só o Rio. Hoje, a cidade de Natal e municípios de sua região metropolitana padecem do mesmo mal. A intranquilidade trazida pela violência tornou-se uma constante na vida cotidiana das famílias e das pessoas de bem.

Na verdade, o mundo está mais violento, seja de uma forma, seja de outra.

segunda-feira, 21 de agosto de 2017

VIVER Coisas do custo de vida

Dizem na mídia que a inflação está baixando. Pra ser sincero, nem sei como tecnicamente é aferido o índice. Sei que são levados em conta alguns itens do custo de vida, mas às vezes tenho dúvidas se o estudo reflete mesmo, a rigor, nossa realidade.

Até porque não dá para sentir nada facilitado por aí afora. Pelo contrário, a situação é cada vez mais de aperto para quem sobrevive de um salário minguado, caso da maioria dos brasileiros e brasileiras. Também faço parte desses deserdados.

Quer ver? Para quem vai ao supermercado semanalmente, encontra cada unidade do abacaxi à venda por mais de R$ 3,00. Um só. Se você for a um vendedor ambulante ou feira livre, consegue comprar por bem menos algumas unidades. Mas a classe média perdeu o hábito de ir à feira.

É claro, para passar por pose de bacana, prefere muito mais o conforto do supermercado mais próximo de onde reside em seu bairro. Puro comodismo? Talvez, lá encontra de tudo, mesmo que pague mais pelas suas compras de cada semana ou mês.

No entanto, na avenida das Alagoas, em Neópolis, zona sul, daqui de Natal, está todos os dias um vendedor de frutas, que arma sua tenda por ali, no canteiro central,  a oferecer três abacaxis por apenas R$ 5,00. Olhe aí a pechincha.

É logo depois da passagem de nível inferior sob a BR 101, em direção à avenida Ayrton Sena, vizinho ao supermercado Makro. Além do abacaxi, acrescente melancias e laranjas à venda também. Já vi gente de carro parando para comprar, em minhas caminhadas matinais no pátio do Makro.

Mas enquanto a fruta é bem mais cara no supermercado, estacionar no Híper Bompreço, da avenida Engº Roberto Freire, caminho de Ponta Negra, acabou a colher de chá. Antes, você estacionava e tinha direito a 40 minutos.

E qualquer valor comprado valia pelo estacionamento livre, além desse tempo. Agora, a permanência grátis baixou para 20 minutos apenas. Se nesse tempo não for feita uma compra que equivale a R$ 20, pagará pelo estacionamento R$ 6,00 até uma hora ou duas horas. Depois disso, fica mais caro.

Estacionamento de graça na zona sul natalense, por enquanto só no shopping Midway Mall e Carrefour. Até quando? Não sei.

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

REUNIÃO Tempos estranhos

Seria ficção se não fosse real a televisão mostrar nos dias de hoje o governador do Rio Grande do Norte, Robinson Faria (PSD) reunido com o líder do governo, deputado Dison Lisboa (PSD). Parece tudo normal, muito natural. Mas só parece. Ambos estão às voltas com a Justiça.

Um, o governador Robinson, é enrolado em mais de uma investigação. A mais recente que apareceu na mídia, dá conta de que o Ministério Público Estadual o investiga sob acusação de desvio de recursos públicos na contratação de "funcionários fantasmas".

Esta é do tempo em que Robinson Faria foi presidente da Assembleia Legislativa do Estado.

O outro, Dison Lisboa, líder do seu governo na Assembleia, é condenado em primeira instância a cinco anos e oito meses por apropriação de bens e rendas públicas, quando era prefeito do município de Goianinha.

No momento Dison está no regime semiaberto e usa tornozeleira eletrônica, inclusive, para frequentar as sessões da Assembleia Legislativa.

Robinson ainda está enrolado em escândalo nacional das delações de executivos da JBS, empresa dos irmãos Batista, na acusação de que ele e seu filho, deputado federal Fábio Faria (PSD) receberam de propina R$ 10 milhões, sob condição de facilitar a privatização da Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (Caern) para o grupo.

A reunião dos dois teve a presença também de outros auxiliares do governador. Talvez, por isso, não despertou tanta curiosidade. Governador e líder parece se entenderem bem quando se trata da coisa pública. Tempos estranhos!

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

BRASIL Povo sofrido

Que país é esse que faltam creches e medicamentos básicos para os que não pode comprar? A gente começa o dia logo se indignando com o que assisti pela televisão. É só ligar e o café fica indigesto. É melhor nem tentar buscar notícia boa porque não vai achar.

Hoje, por exemplo, foi dia do noticiário nos mostrar a realidade de um país que não anda. Permanece nos desgovernos que existem pelo Brasil afora, a partir da esfera federal, passando pela estadual e estendendo-se ao âmbito municipal.

O Bom Dia Brasil nos traz um retrato do descaso governamental: "Metade das creches que governo financia tem obra parada ou atrasada", baseada em levantamento da Transparência Brasil.

Quase 7,5 mil obras em andamento no Brasil, 29% estão paradas e 17% atrasadas. Pior é saber que, desta forma, em dez anos, o governo gastou pelo menos R$ 1,5 bilhão só com obras paradas. Enquanto isso, mães pobres que precisam trabalhar não encontram creche para deixar seus filhos.

Outro drama brasileiro é a falta de medicamentos e material básico nas farmácias da rede pública em vários Estados para tratar doenças como a diabetes. Como disse a apresentadora do Bom Dia Brasil, isso põe em risco a vida de milhares de pacientes.

A insulina é um desses medicamentos em falta que deixa as pessoas desesperadas, assim como o material para monitorar a doença.  E isso já acontece há meses. Cadê a responsabilidade pública para quem não pode comprar o que está faltando?

É bem possível que em 2018, por meio do voto nas urnas, este Brasil comece a pensar e mudar de rumo. Ninguém aguenta mais políticos descompromissados com o bem comum.

O Congresso (deputados e senadores) em vez de ouvir a voz das ruas vira as costas para o povo. Ah, Suas Excelências precisam receber o troco, que virá mais dias, menos dias.

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

GOVERNO A velha política

Li notícia nesta terça-feira, 8 de agosto, que "Governo negocia crédito para usar na folha de pessoal". Já era esperado. Aliás, previ isso num artigo. No mesmo jornal Tribuna do Norte, numa entrevista pingue-pongue, o governador do RN, Robinson Faria, deu o mote: "A luta agora é contra o tempo". De fato, 2018 está bem próximo.

Escrevi aqui que esperassem o ano das eleições para o governo Robinson Faria (PSD/RN) dar o seu jeito e pôr em dia o calendário de pagamento dos servidores do Rio Grande do Norte. Folha há mais de ano e meio paga com atraso de até 15, 20 e 30 dias, dependendo da faixa salarial do servidor.

Agora, que se aproxima o ano das eleições, nenhum governo é besta para entrar o ano devendo a quem quer que seja. É ano de milagres, choverá dinheiro, obras e todo tipo de facilitação. Disso não tenham nenhuma dúvida.

Estamos no segundo semestre, em agosto, caminhando para o fim de ano. O governador Robinson Faria já acena com a possibilidade de empréstimos em bancos públicos para pagar o servidor em dia, inclusive o 13º salário. Merece.

 Anotem aí, a boa nova. Não passará de dezembro e o governador potiguar logo acertará as contas com o funcionalismo, para entrar janeiro em campanha.

Outra coisa, nisso não faltará apoio do governo Michel Temer (PMDB), com quem Robinson já andou conversando, que abrirá portas de bancos para fazer chover dinheiro nos Estados, de olho na campanha presidencial. Que se dane ajuste fiscal.

A politicagem atropelará, como já atropelou para enterrar a denúncia de corrupção do presidente Temer, na Câmara, qualquer ajuste fiscal que se tente em ano eleitoral.

Obras para inaugurar surgirão sem faltar, preenchendo o calendário até a data de proibição da legislação eleitoral. É a velha política a todo vapor para atrair votos de memórias fracas e esquecidas. Eleição ganha, a crise e o arrocho voltarão à cena.

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

TURISMO É difícil sem estradas

O governo Robinson Faria parece viver no reino da fantasia como em contos de fada. Quer ampliar o turismo interiorano no Rio Grande do Norte, sem antes fazer a sua parte, que é construir estradas, recuperar as ruins e facilitar acessos.

Nem mesmo um dos cartões postais do litoral potiguar tem hoje uma merecida estrada. Refiro-me à praia de Pipa (foto), no município de Tibau do Sul, a 85 quilômetros de distância de Natal, a capital do RN. Pois bem, uma das praias mais visitadas tem uma única estrada toda esburacada, estreita, de sentidos opostos, que em tais condições, é de se concluir, oferece risco ao se trafegar por ela.

Alguns remendos, da operação tapa-buracos do DER estavam sendo feitos para melhorá-la. Não sei como ficou.

É verdade que o governo promete construir uma rodovia alternativa que terá concessão privada para administração com cobrança de pedágio, porém isso ainda está no papel e não se sabe quando de fato se tornará realidade. Até porque tudo por aqui é por enquanto miragem.

Desde o governo passado de Rosalba Ciarlini, fala-se num segundo acesso pelo lado sul  para o aeroporto Governador Aluízio Alves, em São Gonçalo do Amarante,  na Grande Natal, que até hoje, lamentavelmente, não saiu e permanece sem data.

O único acesso ao aeroporto natalense é pelo lado norte, desde que inaugurado, que não raro sofre com problemas no trânsito da capital, e fica muito distante dos principais hotéis e região sul. Isso sem dúvida é um gargalo para o turismo.

Já a malha rodoviária estadual, entre municípios, continua a ser precária, de péssimo estado de conservação e a maioria sem esperança de recuperação. Fazer turismo em tal situação é um desafio de difícil superação.

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

ALPARGATAS À espera do novo destino

Toda vez que passo em frente ao conjunto de galpões do prédio onde funcionou a extinta fábrica da Alpargatas (foto), no bairro de Neópolis, em Natal, zona sul, fico a imaginar com certa curiosidade qual o destino a ser dado àquele terrenão de área imensa.

Talvez não demore muito, já que a J&F, do grupo empresarial Joesley Batista, o do escândalo político com o presidente  Michel Temer (PMDB), está vendendo sua participação à Cambuhy Investimentos (uma gestora de recursos), Itaúsa e Brasil Warrant.

A estimativa é que o negócio custará R$ 3,5 bilhões aos três novos acionistas. O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) já aprovou a venda sem restrições, decisão que estava ainda pendente, mas já resolvida.

Há várias especulações em torno do destino a ser dado ao local, uma delas é de construção de um shopping center. Mas pode ser também um projeto habitacional de casas ou apartamentos, como também uma grande instituição de ensino, além de outras opções.

O próprio grupo poderá investir se tiver interesse ou passar adiante em negócio para quem se interessar pela área, por sinal, bem localizada, à margem da BR 101.

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

BRASIL O país calado

A vida anda chata. Politicagem em Brasília, violência urbana como nunca vista e crise econômica sem data para sairmos dela. É assim que caminhamos por este Brasil de hoje. Descrente, ou quase isso, o povo calou e deu voz aos deputados neste 2 de agosto.

Na política, o Congresso é quem manda pelo menos até as eleições de 2018, sem o menor respeito por quem o elegeu da vez passada. Legisla em causa própria, mancomunado com um governo acusado de corrupção passiva, sem dar bolas para o eleitorado.

A violência corre solta nas cidades brasileiras, tipo Natal, no Rio Grande do Norte, que virou uma sucursal do crime organizado, praticado pelas facções criminosas do Rio e  São Paulo.

Por fim, o ajuste fiscal para tirar a economia do buraco em que a enfiaram no governo passado, que parece cada vez mais comprometido com os desmandos do governo Michel Temer (PMDB) e seu grupo, em gastança abusiva na disputa pelo Poder.

E nós vamos caminhando contra o vento sem lenço e sem documento, como na música de Caetano Veloso, com um país dividido, as oposições fragmentadas e o Congresso rachado ao meio. Pense aí: aonde vamos chegar assim?

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

ROMANTISMO Tarde fria

A música tocava alto na vitrola – o toca-discos de antigamente. Lá de casa, ou mesmo da rua, dava para ouvir bem. Rua principal de cidadezinha interiorana de muito pouco movimento. Raramente passava um carro.

Lembro que a música vinha de um quarto de pensão – como era mais conhecida qualquer hospedaria daquela época. Ficava na vizinhança da casa de meus pais. Hospedava militares do Exército do Batalhão de Engenharia que tinham vindo construir a estrada ferroviária.

Ouvi aquela música tantas vezes em fins de tarde quando os hóspedes retornavam do trabalho, que nunca mais a esqueci. Chama-se Tarde Fria. Descobri já adulto que é de Cauby Peixoto,cantor de sucesso daqueles anos 50, considerado um dos maiores intérpretes da música brasileira.

Nestes dias de inverno chuvoso e de clima mais ameno na região litorânea daqui de Natal, em que os termômetros acusam temperaturas baixas para os padrões locais, a música Tarde Fria sempre me vem lembrar o tempo de menino ainda novo, a brincar na rua com outros meninos.

Basta uma tarde de sol encoberto, tempo nublado e de vento soprando frio, como a de segunda-feira desta semana, para a lembrança reacender na memória.

Tarde fria/sozinho espero/só você que não vem/eu quero/ – repicava a música nos meus ouvidos. Interessante é que, eu mesmo menino, sem atentar para sentimentalismo amoroso, guardei a velha melodia nos arquivos do tempo, para ela vir agora à tona nas lembranças do passado.

Coisa de romântico à moda antiga, como diz Roberto Carlos num de seus sucessos. Se bem que, diferente de RC. Em vez de flores, a rapaziada mandava era tocar uma melodia dedicada especialmente a um alguém, no serviço de alto-falantes da cidade.

O locutor, que não brincava em serviço, soltava a voz empostada: "Esta música vai para um alguém oferecida por... e sapecava as iniciais de quem não quisesse se identificar publicamente. Lá fora, ao ouvir a mensagem, rapazes e moças que sabiam de quem se tratava, faziam aquela algazarra.

(A foto é do companheiro, jornalista Walter Medeiros, em dia chuvoso na cidade de Natal)

terça-feira, 1 de agosto de 2017

CÂMARA De olho nos deputados

Todo o país se voltará nesta quarta-feira, 2 de agosto, para ver o que acontece na Câmara Federal, quando deverá ser decidido se o presidente Michel Temer (PMDB) vai ser, sim ou não, investigado por corrupção passiva, em denúncia da Procuradoria Geral da República (PGR) ao STF. A Câmara precisa autorizar o STF seguir em frente. Caso não autorize, Temer continuará governando o país. Se autorizar, ele será afastado da Presidência. Olho vivo! 

segunda-feira, 31 de julho de 2017

POLÍTICA Tempos vergonhosos

Que tempos vivemos. Não confundam alhos com bugalhos, como diz o ditado surrado. Hoje se faz politicagem em vez de política, o que confunde, mas é diferente. Fui ver no dicionário definições e li artigos que tratam do assunto. Extrai isso aqui para bem definir.

A política é na verdade "a arte ou ciência da organização, direção e administração de nações ou Estados", enfim, "aplicação desta arte aos negócios internos da nação (política interna), ou aos negócios externos (política externa)".

Já a politicagem é uma "política de interesses pessoais, de troca de favores, ou de realização insignificantes". É o inverso da política pelo bem comum. Tá ligado, agora?

Então, o que se faz hoje em dia, quando o governo Michel Temer (PMDB) com apenas 5% de aprovação vira as costas para a nação e com o poder nas mãos passa a agir em interesse próprio para se manter na Presidência? É claro que isso se converteu em politicagem.

E da pior forma porque não se importa com interesses maiores do país, mas cuida tão somente das ambições individuais, custe o que custar à nação, atraindo parlamentares do Congresso na compra de votos por meio de emendas e cargos para ficarem do lado do governo.

Foi para o espaço o comprometimento político, a honra, a dignidade. Enfim, o valor da democracia.

A rigor, governo e Congresso governam desvinculados da nação, voltados para seus próprios interesses mesquinhos, vergonhosos e frustrantes. Cadê o pudor, a moral e a ética da política?

sexta-feira, 28 de julho de 2017

ESTADO Pagamento segue indefinido

O governo Robinson Faria (PSD/RN) segue o segundo semestre do ano com o calendário de pagamento dos servidores do Rio Grande do Norte em atraso e indefinido, sem data para acerto de contas. Nem da folha mensal, nem muito menos do 13º salário.

Neste sábado (29/7), último do mês de julho que está terminando, o Estado vai pagar, finalmente, a segunda parcela dos que ganham acima de R$ 4.000, encerrando a folha de junho. Antes o pagamento era feito dentro do mês.

No Rio Grande do Norte, 80% dos servidores estaduais de um total de pouco mais de cem mil das administrações direta e indireta ganham até R$ 4.000, só os 20% restantes estão acima desse teto.

Com arrocho salarial, sem um centavo de reajuste ante a inflação, e salário cada vez mais pago em atraso, o funcionalismo se sujeita a perdas maiores por pagar compromissos vencidos, arcando com o custo financeiro de juros e multas.

Governador Robinson põe a culpa na queda de receitas do Estado em face da recessão econômica, mas até hoje não conseguiu fazer cortes de despesas e nem adaptar as contas estaduais à realidade que enfrenta em decorrência da crise financeira.

quinta-feira, 27 de julho de 2017

ENERGIA Força das eólicas no Nordeste

Bons ventos estão a nos ajudar em meio a tanta desgraça que acontece hoje em dia. Para não se dizer que se fala apenas de notícia ruim, aqui vai uma boa informação, que dá para comemorar. Pelo menos num setor o Rio Grande do Norte está bem, liderando o ranking.

É o da energia gerada pelos ventos, em parques eólicos (foto), de acordo com os números positivos que reforçam a produtividade eólica no país, conforme informações do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (Cerne). Esse já é um setor que surpreende.

O Rio Grande do Norte, Bahia e Ceará são os Estados com maior número de empreendimentos em construção ou com capacidade já contratada. Nesse setor o RN tornou-se líder nacional em produção de energia pela força dos ventos com 3.3GW (Giga Watts) de capacidade instalada num total de 127 parques em operação.

Isso representa quase o dobro dos números registrados pela Bahia, segunda colocada no ranking, com 1,7GW de capacidade instalada em 71 usinas eólicas, segundo dados do Cerne. De forma geral, as usinas eólicas do país mantêm produtividade em alta, enquanto a região Nordeste puxa o volume de produção e movimenta o setor.

quarta-feira, 26 de julho de 2017

OPERAÇÃO Raniere afastado da CMN

O presidente da Câmara Municipal de Natal (CMN), Raniere Barbosa (PDT), partido do prefeito Carlos Eduardo Alves, e homem de sua confiança, meteu-se numa enrascada. Foi alcançado pela operação Cidade Luz do Ministério Público do Rio Grande do Norte.    

Raniere está afastado da presidência da Casa, e impedido de exercer o mandato, mas por enquanto, sua prisão não foi decretada.   

A operação investiga superfaturamento de R$ 22 milhões em contratos de iluminação pública com empresas pela Secretaria Municipal de Serviços Urbanos (Semsur), no tempo em que Raniere, hoje vereador, era titular do órgão.      

Estima-se que o superfaturamento atingia 30% dos contratos e ao menos 10% dos valores eram repassados em forma de propina para servidores públicos, ex-titulares da pasta e empresários potiguares e pernambucanos do esquema fraudulento.   

A corrupção é um mal que, como pandemia, contamina políticos e empresários.

terça-feira, 25 de julho de 2017

DEPUTADO De tornozeleira na Assembleia

Ao ler esta semana notícia de que o "Brasil tem 2ª maior população usuária de tornozeleira eletrônica", lembrei-me de que aqui, no Rio Grande do Norte, temos até parlamentar, líder do governo, que frequenta as sessões da Casa de tornozeleira no pé. Sem o menor constrangimento dele e de seus pares.

Trata-se, como é do conhecimento público, do deputado estadual Dison Lisboa (PSD/RN), condenado em primeira instância pela Justiça do RN a cinco anos e oito meses por apropriação de bens públicos e rendas, na época em que era prefeito do município de Goianinha.

Ah, o governo do Estado não está nem aí para a situação de Dison Lisboa que cumpre a pena em regime semiaberto. Sem se incomodar, o governador Robinson Faria (PSD), portanto, do mesmo partido, o mantém lá como líder do governo sem dar bolas para a acusação que pesa contra o deputado e a respectiva condenação.

Tudo parece ser muito natural. Sinto que estamos perdendo a capacidade do bom senso, invertendo valores morais. É assim que caminha o Brasil dos crimes do colarinho branco. O RN não é diferente.

segunda-feira, 24 de julho de 2017

COMBUSTÍVEIS Ganância empresarial

Nem esperaram os estoques de combustíveis terminarem e os preços foram remarcados na bomba numa velocidade espantosa de corrida de fórmula 1.

Aqui em Natal, cidade turística que nos seduz, que de dia nos assalta e à noite executam os marcados para morrer, bastou o governo Michel Temer (PMDB) anunciar o aumento de alíquota do PIS e Cofins, que incide sobre a gasolina, para logo se ir vendo o show da remarcação.

Nós natalenses nem conseguimos correr a tempo para um posto e evitar o novo preço. A gasolina que estava em torno de uns R$ 3,50 por litro, pulou para mais de R$ 4,00.

O Procon saiu em campo nos dias que se seguiram para tentar contornar os abusos, porém o estrago já estava feito para muitos que precisaram reabastecer o carro logo em seguida ao aumento.

Como dizem que vem mais aumento por aí que vai incidir sobre a gasolina e o diesel, como também o álcool por causa da mistura, só economiza quem estiver de tanque cheio.

Evite, portanto, ser novamente surpreendido com remarcações relâmpagos, do tipo assim: anunciou aumento, tome lá o novo preço. Foi redução anunciada, espere sentado. Que Brasil, hein!

sábado, 22 de julho de 2017

BURACOS Depois das chuvas

Natal, destino turístico, tem buracos nas vias públicas pelos quatros cantos da cidade: sul, norte, leste e oeste.

É um Deus nos acuda andar por aí. Ali mesmo no entorno do estádio Arena das Dunas, em Lagoa Nova, zona sul, é preciso tomar cuidado.

Já a prefeitura, com sua operação tapa-buracos, anda a passo de tartaruga para fazer restauração do asfalto. Aliás, asfalto que de segunda ou terceira qualidade não aguenta sequer o passar dos ônibus pra lá e pra cá.

Frustração tributária

Acredite se quiser, mas a reforma tributária ainda está entre as reformas do presidente Michel Temer, que talvez não consiga aprovar nenh...

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