sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Frustração tributária

Acredite se quiser, mas a reforma tributária ainda está entre as reformas do presidente Michel Temer, que talvez não consiga aprovar nenhuma mais das pretendidas, como a da Previdência Social.

A muito custo e ainda embolada, saiu a reforma trabalhista, desaprovada pela classe trabalhadora.

Estamos cansados de saber, que a carga tributária brasileira é a maior da América Latina, de acordo com informações da OCDE – Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico.

Esse pesadelo do setor produtivo e da população consumidora brasileira nos foi lembrado pela Agência do Rádio Mais, em reportagem recente.

Segundo a agência, a expectativa do governo é que a reforma tributária seja votada ainda este ano. É ver para crer, mais é o que diz a notícia neste fim de ano.

Pois bem, com a proposta nove impostos seriam transformado em apenas um, que seria chamado de IBS – que quer dizer Imposto sobre Operações de Bens e Serviços. Que sonho!

Outro ponto da reforma é dar um peso maior aos impostos sobre a renda, e não sobre o consumo, como é feito hoje. Hahaha! Jamais isso pode ser sonhado no governo Temer e na atual crise.

Esqueça portanto uma reforma tributária deste porte neste resto de governo de Michel Temer e seu grupo. Não é do interesse dos governos. Até mesmo uma minirreforma previdenciária está difícil.

A reportagem diz que a atual carga tributária é empecilho para a sobrevivência das empresas. E é verdade, disso sabemos. Mas essa reforma vem sendo cozinhada desde que eu era menino.

segunda-feira, 13 de novembro de 2017

A realidade dos juros brasileiros

Bem festejada pelo governo Michel Temer e entusiastas da política econômica atual, a taxa básica Selic, do Banco Central, permanece sem surtir efeitos nos cartões de crédito e cheque especial.

Essa realidade é sentida por quem está hoje pendurado em uma dessas alternativas de consumo mencionadas acima. Cadê, então, os juros baixos, as taxas civilizadas? Que nada, enganação!

É isso mesmo. A taxa que anda aí na casa de 7,50% ao ano, e já esteve o dobro disso, realmente baixou, mas não de forma que aliviasse a população brasileira em relação ao consumo.

Aliás, sobre a questão do juro, a jornalista de economia Lillian Witte Fibe, que escreve para o site da revista Veja, disse outro dia, que é falso dizer que os juros estão caindo. Sabe por quê?

Nem mesmo a taxa Selic do BC caiu em termos verdadeiramente real, mas nominalmente. Faz sentido seu raciocínio, basta acompanhar o que ela disse e o mercado esconde.

De janeiro a setembro de 2017, a inflação foi de 1,42%, e a Selic também acumulada nos noves meses do ano, de 8%. Qual é a conclusão? Juro real de 6,5%.

Como então o juro real está caindo se está bem acima da inflação baixa comemorada? "Foi a inflação que despencou, e o mérito não é da equipe econômica", disse Lillian Witte Fibe.

Não foi mérito da equipe porque "Os preços caíram por causa da recessão e, principalmente, por causa da conjuntura internacional".

"O juro real do Brasil é o terceiro maior do mundo. Só perde para a Turquia e para a Rússia", finalizou assim Witte Fibe.

quarta-feira, 8 de novembro de 2017

Gás virou artigo de luxo

Ainda na primeira quinzena de outubro, quando o gás de cozinha subia de preço mais uma vez, já se dizia que esse consumo básico das famílias brasileiras havia virado artigo de luxo.

De junho para cá, a pisada tem sido uma só: um aumento depois do outro e não se sabe onde isso vai parar, causando preocupação em todo o Brasil.

É a nova política de preços do petróleo do governo Michel Temer (PMDB) que quer igualar o preço interno ao do mercado internacional, numa corrida louca para tirar o atraso.

Agora esta semana mais um aumento do GLP (Gás Liquefeito de Petróleo) que passou o botijão de 13 kg para mais de R$ 70 na venda das distribuidoras ao consumidor final, que somos nós.

Já estamos com pelo menos cinco aumentos do gás de junho até este início de novembro, com um acumulado na alta de 15,58%, porém a inflação continua produzindo milagre, pois permanece baixa.

Que danado de milagre é esse, hein? E não é só o gás de cozinha que sobe não! Aumenta conta de luz, gasolina, diesel, transporte coletivo, mas a inflação não. Nada disso parece refletir nos índices.

Eu já lembrei aqui que houve um tempo neste país, que se desconfiou que a inflação estava sendo manipulada, com a expurgação de itens e era verdade. Essas manobras técnicas que inventam.

Por enquanto, tudo está confiado ao IBGE, e ao que dizem na mídia nacional os entendidos no assunto, que sempre estão com um argumento na ponta da língua para justificar a inflação baixa. 

sexta-feira, 3 de novembro de 2017

Aliança entre PT e PMDB

Vocês conhecem bem o ditado popular que sentencia: "um por todos, todos por um". Assim é o corporativismo que existe hoje em dia no meio político para defender unicamente seus interesses.Como em política partidária tudo é possível, fala-se agora numa aliança entre PT e PMDB  para as eleições de 2018.

Tudo muito natural, se não tivesse o PT de Lula raivosamente denominado o PMDB de Temer de golpistas, por ter derrubado o ciclo de mais de 13 anos de poder dos petistas, aplicando o impeachment contra a então presidente da República, Dilma Rousseff.

Ora, isso são águas passadas, quando há interesses partidários e individuais em jogo. Primeiro os dois partidos estão de olho grande em um quarto dos recursos do Fundo Partidário, conta numa nota a colunista Lydia Medeiros, de Poder em Jogo, no site de O Globo.

Cerca de R$ 1,8 bilhão é o que levaria os dois partidos se se unirem, esquecendo a inimizade.  A sobra seria dividida com nada menos que 30 partidos.

Mas além do quinhão partidário cobiçado pelas duas siglas, há interesses outros em jogo. Estes envolvendo parlamentares no Congresso, em torno de medidas que barrem investigações da operação Lava Jato, como proibição de delação de réus presos, restrição de conduções coercitivas, limites para investigar escritórios de advocacia e aprovação da lei de abuso de autoridade.

É uma vergonha o que acontece na politicalha deste país. Nada que engrandeça a arte de se fazer política, mas apenas em manter privilégios individuais de corruptos.  

quarta-feira, 1 de novembro de 2017

Desacerto governamental


Já são praticamente três anos de gestão governamental, que se pode dizer de desacerto e fracasso numa pré-avaliação do governo Robinson Faria (PSD) no Rio Grande do Norte. Iguala-se, como exemplo, ao governo fluminense de Pezão.

Entalado com a crise financeira que não consegue digerir, o governo se aproxima de seu último ano, cada vez pior.  O governador Robinson Faria tem levado o funcionalismo estadual ao desespero com atrasos cada vez maiores de salários.

Como se não bastassem os atrasos de pagamento, os salários permanecem congelados com perdas anuais pela falta de atualização, assim como ter de arcar com multas e juros por não conseguir pagar compromissos financeiros assumidos em cartões de crédito, cheque especial e contas.  

A ladainha é a mesma. Tudo é consequência da recessão econômica e de problemas que se arrastam de outras gestões de antecessores. Pode até ser, mas há sinais evidentes de um governo inábil, acuado e sem iniciativas para driblar a crise.

Ora, diz o ditado popular do tempo de meus avós: "Quem não pode com o pote, não pega na rudilha". Para quem não sabe, a rodilha é um pano ou almofada em círculo que se coloca na cabeça para acomodar o peso que se carrega. Exemplo: um pote com água, comum no Nordeste.

O maior compromisso do governador Robinson Faria em campanha foi com a segurança pública. Pois bem, o Rio Grande do Norte teve a segunda maior taxa de homicídios do Brasil em 2016, com 1.976 mortes violentas, de acordo com o Anuário da Segurança Pública.

Não será novidade se em 2017, o RN assumir o primeiro lugar, uma vez que a escalada da violência permanece no Estado, com mais de 2.000 mortes antes de completar o final do ano.

Na saúde é outra calamidade, com hospitais piores do que no passado, sem resposta satisfatória as demandas da população. A culpa é sempre do antecessor e nada se resolve. Ora bolas! Se era para assim se justificar, então, para que veio?

segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Liberação do FGTS

Está nos planos do governo Michel Temer (PMDB) liberar dinheiro para o consumo neste fim de ano. Depois de despertar a ira da classe trabalhadora com a reforma trabalhista, o governo  tenta de alguma forma amenizar a reação, mas com foco sobretudo na melhoria da economia. Uma medida provisória autorizaria o uso de 10% do saldo do trabalhador no FGTS para pagar empréstimo consignado, até mesmo em caso de dispensa do empregado por justa causa, assim como nas demissões por acordo entre patrão e empregado, diz O Globo, edição de sábado, 27 de outubro. Se isso é bom? Sei não... pois representantes do Conselho Curador temem que tal medida cause uma sangria nos recursos do FGTS – Fundo de Garantia por Tempo de Serviço. Também pretende reduzir a idade novamente, agora para 55 anos, de quem vai sacar o PIS/Pasep. Só isso injetaria na economia R$ 14 bilhões.

Frustração tributária

Acredite se quiser, mas a reforma tributária ainda está entre as reformas do presidente Michel Temer, que talvez não consiga aprovar nenh...

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